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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13/07) que o país vai assumir o controle do Estreito de Ormuz e cobrar uma taxa de 20% sobre a carga transportada por embarcações que utilizarem a rota. A declaração foi feita durante entrevista à emissora Fox News, em meio ao aumento da tensão com o Irã. Segundo Trump, os EUA passarão a atuar como “guardiões” da passagem marítima e devem ser compensados pelos custos para garantir a segurança da região.
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Durante a entrevista ao programa Fox & Friends, Trump disse que o estreito permanecerá aberto “com ou sem o Irã” e afirmou que o governo americano está restabelecendo um bloqueio voltado apenas a navios e clientes iranianos. Em outra declaração, ele escreveu que todos os demais países continuarão tendo acesso livre ao Estreito de Ormuz, mas que os Estados Unidos deverão receber 20% do valor de toda a carga transportada como forma de reembolso pelos gastos com a proteção da área.
As declarações provocaram reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em discurso realizado nesta segunda-feira, Lula comparou a cobrança anunciada por Trump à prática de pirataria. “Isso antigamente se chamava pirataria. Então, um Estado importante como os EUA, que eu acho que durante muito tempo combatia pirataria, não pode agora virar pirata”, afirmou.
Trump também declarou que os Estados Unidos já estão assumindo o controle da região e disse que o Irã sofreu fortes ataques durante a noite anterior. Segundo ele, instalações militares iranianas foram atingidas por ações do Comando Central dos EUA (Centcom) e grande parte dos equipamentos e sistemas antiaéreos do país teria sido destruída. Mais cedo, a embaixada do Irã no Reino Unido informou que havia criado um corredor marítimo temporário e seguro no Estreito de Ormuz, mas afirmou que os ataques americanos transformaram a região em uma “zona de alto risco”.
O porta-voz do comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou que o Irã não permitirá que os Estados Unidos interfiram na administração do Estreito de Ormuz. A declaração reforça o aumento da tensão entre os dois países em torno de uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo.







