Belo Horizonte, 24 de setembro de 2026

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Vale é autorizada a retomar operação da Mina de Fábrica em Ouro Preto após vazamento

Decisão do TJMG permite retomada parcial das atividades, suspensas desde fevereiro após vazamento de quase 263 mil metros cúbicos de água turva
Vale retoma operação da Mina de Fábrica em Ouro Preto
Vale retoma operação da Mina de Fábrica em Ouro Preto - Foto: Divulgação/ Vale

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A Vale foi autorizada a retomar parcialmente as operações da Mina de Fábrica, em Ouro Preto, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) permite a reativação da unidade, que estava com as atividades suspensas desde o início de fevereiro após um vazamento ocorrido em 25 de janeiro. A retomada faz parte de um termo de compromisso firmado pela mineradora com o Ministério Público Estadual e o governo de Minas Gerais.

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Segundo a Vale, a volta das atividades na Mina de Fábrica deverá seguir as condições de segurança e controle ambiental, além das licenças, autorizações e condicionantes aplicáveis. A empresa também informou que as ações previstas no termo de compromisso continuarão sendo cumpridas. De acordo com a companhia, a retomada parcial não altera as projeções de produção vigentes.

A suspensão ocorreu após o vazamento de quase 263 mil metros cúbicos de água turva, volume equivalente a cerca de 105 piscinas olímpicas. O episódio atingiu cursos d’água que alimentam o rio Paraopeba, provocando assoreamento de córregos e danos à vegetação. Segundo a ação do Ministério Público, houve falha no sistema de drenagem do reservatório da mina. O material também alcançou a área da CSN, causando danos materiais, e chegou ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana da cidade.

No fim de janeiro, o governo de Minas Gerais aplicou multa de R$ 1,7 milhão à Vale pelos vazamentos registrados na Mina de Fábrica e na Mina de Viga, em Congonhas. Na época, a mineradora informou que não houve feridos nem impacto sobre a população e as comunidades próximas. A empresa também afirmou que não houve carreamento de rejeitos de mineração, mas apenas água com sedimentos. Já a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que os vazamentos não comprometeram as estruturas das barragens.