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O governo do Irã anunciou neste sábado (20/06) que pretende fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás. A medida foi divulgada pelo Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, principal comando militar iraniano, que atribui a decisão a supostas violações de um acordo de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e de Israel.
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Segundo informações divulgadas pelas agências estatais iranianas Mehr e Tasnim, os militares classificaram o fechamento do Estreito de Ormuz como o “primeiro passo” de uma resposta às ações que consideram descumprimentos dos compromissos assumidos no acordo. O comando afirmou ainda que novas medidas poderão ser adotadas caso as supostas “agressões” continuem.
No comunicado, o Irã acusa Israel de manter violações do cessar-fogo no sul do Líbano e afirma que os Estados Unidos não teriam cumprido obrigações relacionadas à interrupção de operações militares e ao alívio gradual de sanções econômicas. De acordo com a versão apresentada pelas autoridades iranianas, o entendimento previa o fim permanente das hostilidades, a retirada de forças consideradas ocupantes, a abertura de negociações para um acordo definitivo em até 60 dias, a redução progressiva das sanções e a coordenação marítima no Golfo Pérsico.
Apesar do anúncio, não há confirmação de que o bloqueio do Estreito de Ormuz tenha sido efetivamente colocado em prática. Até o momento, também não existem relatos independentes de interrupção do tráfego marítimo na região, e governos estrangeiros ainda não se manifestaram oficialmente sobre a declaração.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo por concentrar parte significativa do transporte internacional de petróleo e gás. Em episódios anteriores de aumento das tensões no Oriente Médio, autoridades iranianas já fizeram anúncios semelhantes como forma de pressão política e militar, sem que isso resultasse necessariamente em um bloqueio total da rota.







