Belo Horizonte, 2 de agosto de 2026

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Jared Leto é acusado de crimes sexuais por dez mulheres que dizem ter sido abordadas quando adolescentes

Documentário da BBC reúne dez relatos sobre o cantor e ator, incluindo denúncias de abuso, ameaça e aliciamento
Foto: Mario Anzuoni/ Reuters

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Jared Leto, ator vencedor do Oscar e vocalista do Thirty Seconds to Mars, é acusado de crimes sexuais por dez mulheres em casos que teriam ocorrido quando elas eram adolescentes ou jovens. Os relatos foram apresentados no documentário da BBC Jared Leto: Hollywood’s Dark Secret, que reúne depoimentos sobre comportamentos atribuídos ao artista. A produção foi lançada nesta quarta-feira (29/07).

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Uma das mulheres diz que sofreu abuso sexual aos 17 anos, no banheiro de um motel. Outra afirma que tinha 19 anos quando ficou sozinha com Leto em um quarto de hotel e foi ameaçada de abuso sexual. Uma terceira relata ter mantido relações sexuais com o ator aos 17 anos, na Califórnia, onde a idade de consentimento seria de 18 anos. Já uma quarta mulher afirma que recebeu ligações de teor sexual de Leto aos 16 anos e que ele chegou a sugerir que os dois tivessem relações. Depois, segundo ela, recebeu um acordo de confidencialidade para não falar sobre o relacionamento, mas decidiu não assinar o documento.

O documentário reúne depoimentos de dez mulheres, sendo que nove delas relatam suas histórias publicamente pela primeira vez. Todas dizem ter conhecido Leto entre 2002 e 2016, quando ele tinha entre pouco mais de 30 e 40 anos. A BBC afirma ter confirmado parte dos relatos com familiares e amigos que haviam sido informados sobre os encontros na época. A emissora também teve acesso a fotos e mensagens relacionadas a alguns dos casos. “Isso aconteceu há 25 anos, e ele saiu impune”, diz uma das mulheres.

Quatro das mulheres afirmam ter recebido ligações estranhas e, em muitos casos, de conteúdo sexual quando eram mais jovens. Uma delas conta que tinha 14 anos quando Leto teria feito um comentário obsceno sobre seus seios durante uma sessão de autógrafos e orientado um segurança a levá-la aos bastidores de um festival. Dois homens que trabalharam por anos com o Thirty Seconds to Mars também relataram desconforto da equipe com a forma como o artista interagia com adolescentes, incluindo convites para bastidores, camarim ou a casa onde a banda estava gravando. “Acho que todo mundo achava a diferença de idade grande demais”, diz um deles.

A diretora Alice McShane, responsável pelo documentário, afirmou à Variety que a imagem pública de Leto e sua aparência podem ter contribuído para que as acusações tivessem pouco impacto em sua carreira. “Há algo acontecendo em nossa cultura. Dez anos após o movimento #MeToo, parece que a indignação com histórias como essa diminuiu. Com a ascensão da machosfera e com pessoas muito poderosas enfrentando acusações semelhantes, esse tipo de história acabou sendo normalizado na mente das pessoas”, afirmou. Leto, por sua vez, rejeitou as acusações em comunicado enviado à imprensa dos Estados Unidos: “Nunca agredi sexualmente ninguém em toda a minha vida. Essas alegações são absolutamente e categoricamente falsas”.