Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Mulher de 37 anos é presa após fingir ser adolescente e viver com família por 14 meses

Usando o nome falso de “Gabriele”, suspeita convenceu um casal de que tinha 12 anos, teve despesas pagas pela família e acabou descoberta após uma parente desconfiar da história
Mulher de 37 anos presa por fingir ter 12 anos
Mulher de 37 anos presa por fingir ter 12 anos - Foto: Polícia Civil/ Reprodução

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Uma mulher de 37 anos foi presa nesta terça-feira (02/06) em Joinville, Santa Catarina, após se passar por uma adolescente de 12 anos e ser acolhida por uma família durante cerca de 14 meses. Identificada como Amanda Maria Souza Oliveira, ela utilizava o nome falso de “Gabriele” e é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Segundo a polícia, a suspeita teve diversas despesas pagas pelo casal que a acolheu, incluindo tratamento para obesidade com o medicamento injetável Monjauro e até uma festa de aniversário.

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De acordo com as investigações, Amanda mantinha o personagem com comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e até um “cheirinho para dormir”. A mulher também alegava ser autista e possuir outros problemas de saúde. Segundo a polícia, ela afirmava à família adotiva que foi submetida à prostituição durante a infância, inclusive sendo obrigada a tomar hormônios, o que explicaria sua aparência mais “madura”.

Foto: Reprodução

A aproximação com o casal ocorreu por intermédio de um pastor. Inicialmente, Amanda teria dito que tinha 18 anos, experiência em panificação e que procurava uma oportunidade de trabalho. Com o passar do tempo, passou a relatar dificuldades financeiras e problemas de saúde, o que levou a família a acolhê-la temporariamente. Depois, mudou a versão da própria história e afirmou ter apenas 11 anos, alegando ter sido vítima de abusos para conquistar a confiança da família.

A suspeita só foi descoberta após uma parente da família desconfiar da narrativa e realizar pesquisas na internet. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a familiar encontrou registros de casos semelhantes envolvendo a mesma mulher e alertou o pai adotivo, que procurou a polícia. A investigação apontou que Amanda utilizava diferentes identidades e versões sobre sua vida para obter apoio de famílias, instituições religiosas, abrigos e entidades assistenciais.

Amanda já possui registros policiais por ocorrências semelhantes em Minas Gerais, nas cidades de Montes Claros, Três Corações e Bom Despacho, além de ser investigada por casos em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Durante o interrogatório, ela confessou integralmente o crime. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva na quarta-feira (03), e a mulher foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.