Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Homem é condenado a mais de 100 anos por estupro de vulnerável contra sobrinhas em São José dos Campos

Crimes ocorreram por mais de uma década dentro da família e vieram à tona após revelação da vítima mais nova
Homem é condenado a mais de 100 anos por estupro de vulnerável contra sobrinhas em São José dos Campos
Homem é condenado a mais de 100 anos por estupro de vulnerável contra sobrinhas em São José dos Campos - Foto: Freepik

Ouça este conteúdo

0:00

Um homem foi condenado a 103 anos, um mês e seis dias de prisão por estupro de vulnerável em São José dos Campos (SP). O caso envolve três vítimas, que são sobrinhas do acusado, e os crimes ocorreram ao longo de mais de uma década. Além da pena em regime inicialmente fechado, a Justiça determinou o pagamento de R$ 50 mil de indenização por danos morais para cada vítima. O nome do condenado não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

De acordo com a decisão, os abusos aconteceram durante períodos em que as meninas ficavam sob os cuidados do tio, desde a infância até o início da adolescência. Nesse contexto, o homem se aproveitava da proximidade familiar e da confiança para cometer os crimes de forma recorrente. Assim, a repetição das condutas e o vínculo de parentesco foram considerados fatores agravantes na definição da pena.

O caso só veio à tona quando as irmãs mais velhas perceberam mudanças no comportamento da mais nova. Diante disso, elas conversaram com a criança, que revelou estar sendo vítima de abusos. A partir desse relato, a situação foi exposta, o que possibilitou o avanço das investigações e o andamento do processo judicial.

Na sentença, o juiz destacou que o tempo levado para a denúncia não compromete a credibilidade das vítimas. “Essa conduta é esperada de vítimas de abusos sexuais na infância. É comum que diversas pessoas da mesma família sofram abusos do mesmo agressor: todas em silêncio, com vergonha, isoladas em seus próprios sofrimentos e fingindo normalidade até que ocasionalmente, anos depois, uma delas consegue falar, gerando a revelação em cadeia”, afirmou. Ainda cabe recurso da decisão.