Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Ramagem diz estar seguro nos EUA e afirma ter anuência do governo americano

Deputado condenado por participação em plano golpista relata apoio norte-americano e explica saída do Brasil antes da ordem de prisão
Ramagem diz estar seguro nos EUA e afirma ter anuência do governo americano
Ramagem diz estar seguro nos EUA e afirma ter anuência do governo americano - Foto: Reprodução/YouTube

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O deputado Alexandre Ramagem, condenado por envolvimento no plano de golpe de Estado de 2022, afirmou que está “seguro nos Estados Unidos” e que permanece no país com “anuência” do governo norte-americano. Logo no início de uma entrevista ao canal Conversa Timeline, conduzida por Allan dos Santos, ele declarou que recebeu, inclusive, a mensagem de que os EUA estariam satisfeitos por tê-lo “a salvo”.

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Durante a conversa, transmitida ao vivo no último sábado (22/11), Ramagem voltou a destacar que o governo dos Estados Unidos tem conhecimento de sua presença. Segundo ele, essa situação confirma a percepção de que é alvo de uma “perseguição grave”, algo que, conforme afirmou, estaria sendo compreendido “ao longo do tempo”, à medida que os fatos se desenrolam. Ramagem afirma que sua saída era inevitável diante do que chama de “ditadura” e do risco de ser preso na frente das filhas.

O deputado foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime fechado, mas ainda não cumpria a pena porque aguardava o andamento do processo. Segundo as investigações, ele deixou o Rio de Janeiro, seguiu para um estado do Norte, atravessou a fronteira por via terrestre e, depois, embarcou para os Estados Unidos. Diante da fuga, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva do parlamentar na última sexta-feira (21). Além disso, a Polícia Federal avalia pedir a inclusão de Ramagem na Lista Vermelha da Interpol, o que o colocaria como procurado internacionalmente.

Ainda na entrevista, Ramagem atribuiu a “perseguição” à sua aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro e ao fato de, segundo ele, atuar contra um “sistema oligárquico” e “tirano”. Ele reforçou que não permaneceria no Brasil porque, em suas palavras, não cometeu crime algum e buscou apenas uma forma de se proteger.