Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Taxas de juros caem com expectativa de acordo entre Irã e EUA e impacto no mercado financeiro

Avanço nas negociações derruba petróleo e pressiona queda nos juros no Brasil e nos Estados Unidos
taxas de juros caem com expectativa de acordo entre Irã e EUA
taxas de juros caem com expectativa de acordo entre Irã e EUA - Foto: alexsl/ iStock

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As taxas de juros no Brasil registraram forte queda nesta quarta-feira (06/05), com destaque para os contratos de DI (Depósitos Interfinanceiros), diante da expectativa de acordo entre Irã e EUA para encerrar o conflito no Golfo Pérsico. O movimento reduziu os prêmios de risco e puxou a curva de juros para baixo, acompanhando também a queda dos Treasuries. No fim do dia, o DI para janeiro de 2028 caiu para 13,605%, recuo de 22 pontos-base, enquanto o contrato para janeiro de 2035 fechou a 13,72%, com baixa de 15 pontos-base.

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O cenário ganhou força após informações de que os dois países estão próximos de um entendimento. Uma fonte ligada às negociações indicou a possibilidade de um memorando para encerrar a guerra, enquanto a Casa Branca também avalia que um acordo está perto. Durante a tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou esse cenário ao afirmar: ‘Estamos indo muito bem no Irã. Está tudo indo muito bem, e veremos o que acontece. Eles querem fazer um acordo, querem negociar’.

A expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo, aumentou o apetite por risco nos mercados. Com isso, investidores voltaram a buscar ativos como ações, enquanto diminuíram a demanda por proteção. O petróleo Brent recuou para a faixa dos US$101 por barril, reduzindo o temor de impacto inflacionário global.

Esse ambiente mais favorável também pressionou os rendimentos dos títulos americanos. O Treasury de dez anos, referência global, caía para 4,35% no fim da tarde. Já no início do dia, o DI para janeiro de 2035 chegou à mínima de 13,650%, refletindo a reação imediata do mercado às notícias do exterior.

Com a possibilidade de redução das tensões, cresce a leitura no mercado de que o Banco Central pode ter mais espaço para cortar a taxa Selic. As opções de Copom negociadas na B3 indicavam 50% de chance de um corte de 25 pontos-base em junho, contra 39% de probabilidade de manutenção em 14,50% e 7,5% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.