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O presidente da Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes, vereador Getúlio Belém (PL), e o ex-deputado estadual Clóvis Paiva foram alvos de uma operação da Polícia Civil do Ceará que investiga o assassinato de dois turistas em Fortaleza. A ação foi realizada na quinta-feira (28/05) e faz parte das investigações sobre a morte de Renato Faria de Azeredo, de 34 anos, e André Luís Guellen, conhecido como “Foguinho”, de 43 anos, executados a tiros dentro de uma caminhonete no bairro Praia do Futuro, em 1º de abril de 2025.
Além dos dois políticos, a operação também teve como alvo Dinailton Tavares Pereira, preso em Guarulhos, em São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como suspeito de ter ordenado o duplo homicídio. De acordo com o delegado Ícaro Coelho, responsável pelo inquérito, Getúlio Belém e Clóvis Paiva possuem ligação com investigados envolvidos no caso, mas, até o momento, não existem provas de participação direta deles nas mortes. O delegado afirmou que a motivação e o grau de envolvimento das duas figuras públicas ainda serão analisados durante o andamento das investigações.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Pernambuco. No caso de Getúlio Belém, os policiais estiveram em um imóvel localizado na Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, além do gabinete do vereador, em Jaboatão dos Guararapes. Segundo a polícia, durante o cumprimento da ordem judicial, o parlamentar teria arremessado o celular pela janela do apartamento. O aparelho foi recuperado pelos agentes.
Já Clóvis Paiva foi alvo da operação em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Durante as buscas, os policiais encontraram uma arma com calibre adulterado na residência do ex-deputado. Ele acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Conforme a investigação, os envolvidos estariam inseridos em um contexto relacionado a apostas, casas esportivas, criação de galos para exposição, rinhas e empréstimos de grandes quantias de dinheiro, inclusive para financiamento de campanhas políticas.
As investigações apontam que Renato Faria de Azeredo, do Rio de Janeiro, e André Luís Guellen, do Rio Grande do Sul, também atuavam no ramo de apostas e na criação de galos para exposições e rinhas. Após o crime, a polícia encontrou joias de ouro e dinheiro em guaranis paraguaios dentro da caminhonete das vítimas. O Ministério Público do Ceará denunciou quatro pernambucanos pelos assassinatos. Dois deles foram presos poucos dias depois do crime em Petrolândia, no Sertão de Pernambuco, outro foi capturado em Sergipe e um quarto investigado segue foragido. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos saíram de Pernambuco com destino ao Ceará já com o objetivo de executar os dois turistas.







