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A jovem Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira (10/02) em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após ficar desaparecida desde a tarde de segunda-feira (09). A estudante de psicologia, moradora de Pará de Minas, havia ido ao Sine de Juatuba para participar de um processo seletivo e, desde então, não foi mais vista. O corpo foi localizado com sinais de violência às margens da BR-262, em uma área de matagal próxima ao ponto onde ela aguardava ônibus.
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De acordo com as informações apuradas, Vanessa esteve no Sine, na Rua Antônio Dias, por volta de 12h30. Imagens de câmeras de segurança mostram que, cerca de 14h, ela deixou o local e seguiu em direção ao ponto de ônibus da linha para Pará de Minas, passando próximo à Igreja Betel. A partir desse momento, o contato com a família foi interrompido. Diante do sumiço, parentes e amigos refizeram o trajeto na manhã seguinte, buscando informações em comércios e residências da região central. No início da tarde de terça-feira, por volta das 13h30, a Polícia Militar foi acionada após a denúncia de um corpo no local. A área foi isolada até a chegada da perícia. Segundo a Polícia Militar, a vítima foi encontrada nua, de bruços e com um dos braços amarrado e a causa presumida da morte foi estrangulamento com o cabo de energia do notebook da vítima. A mochila com roupas, além do notebook e do celular dela, foram apreendidos.
Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos, é tratado como principal suspeito do crime. Segundo informações repassadas por parentes à Polícia Militar, o suspeito telefonou para a família, confessou o crime e afirmou que estava no centro de Belo Horizonte. Ainda conforme o boletim de ocorrência, familiares relataram que Ítalo chegou em casa sujo de barro, com arranhões pelo corpo e marcas de sangue nas roupas. Depois, teria pedido dinheiro à mãe para ir até a capital, tomado banho e deixado a residência dizendo que passaria a viver nas ruas. No entanto, conforme o tenente Mateus Silva, do 3º Pelotão da PMMG em Juatuba, a autoria ainda será confirmada oficialmente pela Polícia Civil de Minas Gerais. “Neste momento, já temos uma linha de estratégia para tentar identificar um suspeito. Contamos também com o apoio da população para que qualquer informação seja repassada pelo 190 ou pelo Disque-Denúncia 181, o que pode ajudar na prisão do autor desse crime bárbaro. Não descartamos nenhuma possibilidade. Como o desaparecimento foi percebido pela família desde as 14h do dia anterior, e o corpo foi localizado cerca de 24 horas depois, é possível que o autor ainda esteja na cidade ou tenha fugido para algum município próximo, inclusive da Região Metropolitana”, disse o tenente. Ele também afirmou que, inicialmente, está descartada a hipótese de relacionamento entre a vítima e o suspeito. “É importante destacar que as conclusões oficiais serão apontadas ao longo da investigação conduzida pela Polícia Civil. O que foi apurado até agora, com pessoas que tiveram contato com a vítima no dia anterior, é que ela não relatou nenhuma anormalidade. Foi um dia comum, ela trabalhou normalmente e não demonstrou preocupação. Pelo que se sabe até o momento, tudo aconteceu de forma inesperada”, explicou.
Vanessa cursava o último ano de psicologia e, segundo o irmão, estava prestes a realizar o sonho de se formar. “Muito amorosa e batalhadora”. É assim que Matheus Henrique afirma que vai se lembrar da irmã. “Ela estava no último ano da faculdade. O sonho dela era ser psicóloga. Era uma menina muito amiga e trabalhadeira demais. Não tinha problema em levantar às 4h; chegava do serviço e já ia direto para a faculdade. Ela era muito esforçada”, relembrou. Enquanto ele permanece em Juatuba para resolver os trâmites, a mãe está em Pará de Minas amparada por familiares. “Ela está desesperada”, resumiu.
A morte de Vanessa gerou comoção e medo entre moradores de Juatuba, cidade que até então era vista como tranquila. Jovens da região destacaram preocupação com o descuido em algumas áreas do município, citando lotes com mato alto e espaços abandonados que poderiam facilitar ações criminosas. O caso fez moradores redobrarem os cuidados na rotina e aumentou a sensação de insegurança na cidade.







