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A PEC da escala 6×1, que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de folga por semana, não será votada diretamente pelo Plenário do Senado. A informação foi confirmada nesta terça-feira (02/06) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que afirmou que a proposta precisará passar pelas comissões da Casa antes de seguir para análise dos senadores.
Segundo Alcolumbre, o Senado deve debater o texto com profundidade e não apenas referendar a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. Para ele, a tramitação nas comissões permitirá que os senadores discutam possíveis ajustes e aperfeiçoamentos em uma matéria considerada de grande impacto para trabalhadores e empregadores.
O presidente do Senado também informou que o andamento da PEC será discutido na próxima semana em uma reunião com líderes partidários e com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA). A definição do cronograma de análise dependerá desse encontro.
Durante a declaração, Alcolumbre defendeu que o Senado ouça todos os setores envolvidos antes de tomar uma decisão. Ele destacou que a proposta precisa ser analisada com responsabilidade e criticou a pressão por uma votação acelerada, argumentando que um tema dessa relevância exige debate e amadurecimento institucional.
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados com 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo. O texto estabelece a redução gradual da jornada semanal para 40 horas em um período de 14 meses. Enquanto isso, uma PEC alternativa apresentada pela oposição já tramita no Senado e prevê que o trabalhador possa optar entre o modelo tradicional da CLT ou um sistema flexível baseado em horas trabalhadas negociadas diretamente com o empregador.







