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O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda-feira (21/09) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A decisão ocorreu por infração disciplinar de abandono de cargo, após o ex-deputado federal faltar ao serviço injustificadamente por mais de 30 dias consecutivos.
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A determinação foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda. Eduardo Bolsonaro havia ingressado na Polícia Federal em 2010, após ser aprovado em concurso público para o cargo de escrivão.
Segundo o Ministério da Justiça, Eduardo estava afastado das funções na PF desde que assumiu o primeiro mandato como deputado federal, em 2015, e não recebia salário do órgão nesse período. Após a perda do mandato, no fim de 2025, o pagamento da remuneração como escrivão não foi restabelecido, conforme informou a pasta.
Eduardo teve o mandato de deputado federal cassado em 18 de dezembro de 2025 por excesso de faltas. Com a perda do cargo, ele deveria retornar à Polícia Federal, mas não reassumiu a função. O ex-parlamentar vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, quando deixou o Brasil e afirmou buscar refúgio por supostas perseguições políticas, e desde então, passou a articular sanções e ataques do governo norte-americano contra o Brasil.
Com a demissão, Eduardo Bolsonaro perde o vínculo com a carreira de escrivão da Polícia Federal, que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e possibilidade de progressão salarial ao longo dos anos de serviço.







