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O caseiro Milton Gonçalves Filho, de 48 anos, e o filho dele, Leonardo Gonçalves, confessaram à polícia a participação na morte de Sabrina de Almeida Lima, de 27 anos, e dos três filhos dela, de 10, 8 e 6 anos, em Jaboticabal, no interior de São Paulo. O novo desdobramento do caso aponta que, segundo o depoimento, Leonardo teria sido o autor da morte de Sabrina, enquanto Milton participou da ação que terminou também na morte das crianças. Ambos estão presos preventivamente, e a investigação segue em andamento.
De acordo com o relato prestado à polícia, o crime aconteceu na noite de 18 de dezembro, na área externa da casa onde a família vivia, em uma fazenda na zona rural do município. Durante uma discussão entre Sabrina e Milton, Leonardo afirmou que interveio após presenciar o conflito. Ainda conforme o depoimento, os três filhos da mulher tentaram interferir na briga, o que levou à sequência de mortes no local.
Na versão apresentada pelos suspeitos, Sabrina teria avançado contra o companheiro durante a discussão. Nesse momento, Leonardo pegou um facão e atingiu a mulher. Em seguida, Victor Hugo, de 8 anos, correu para proteger a mãe e foi atingido por Milton com uma marreta. Os outros dois irmãos, de 10 e 6 anos, por terem presenciado o crime, também foram contidos e golpeados.
Após o crime, Milton e Leonardo levaram os corpos para uma área de mata próxima à fazenda, onde cavaram valas e enterraram as vítimas envoltas em sacos de alumínio usados para silagem. Antes disso, conforme a investigação, Milton desligou a chave geral da casa para que as câmeras de segurança não registrassem a saída. Além das mortes recentes, pai e filho também confessaram participação no assassinato de uma ex-companheira de Milton, identificada como Jéssica Fernanda Rizzo, que estava desaparecida desde outubro do ano passado. Ela também estava enterrada na mesma fazenda e foi morta com uma marreta, assim como Sabrina e os filhos.
Áudios divulgados pela TV Globo reforçam o contexto de conflito familiar e apontam que Leonardo demonstrava raiva da madrasta. As mensagens foram enviadas a um amigo, Denílson Monteiro, na noite das mortes. Em um dos trechos, Leonardo se refere a Sabrina como “praga” e afirma: “O Milton está falando que não está aguentando. Só fala, gosta de sofrer na unha de mulher. Se você ver a tremedeira aqui, é tanto nervoso que passa, e essa praga dessa mulher não quer voltar para casa da avó, porque brigou com a velha”. Em outro áudio, ele diz: “Você acredita que a Sabrina estragou o meu dia hoje? Acordei tão bem. Só a mulher começar a beber para falar um monte de bosta. Do nada, começou a falar mal de mim, mal da minha irmã, mal do meu pai, falando que os filhos dela eram isso, eram aquilo, e os filhos do meu pai… colocou nós lá em baixo”. Denílson afirmou à polícia que Leonardo nunca gostou da madrasta nem dos filhos dela e que os áudios, segundo ele, teriam sido gravados após as mortes.







