Belo Horizonte, 28 de junho de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Bolsonaro presta depoimento de 5 minutos sobre arma apreendida

Advogados alegam que a arma apreendida não estava em condições de uso e solicitam ao STF a continuidade da prisão domiciliar do ex-presidente
Bolsonaro presta depoimento de 5 minutos sobre arma apreendida
Bolsonaro presta depoimento de 5 minutos sobre arma apreendida - Foto: Wilton

Ouça este conteúdo

0:00

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (23/06) em um inquérito que investiga uma arma registrada em seu nome e encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal. O depoimento foi realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, em Brasília, e durou cerca de cinco minutos. No mesmo dia, a defesa também pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do benefício da prisão domiciliar.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

A oitiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou que o procedimento ocorresse presencialmente no endereço do ex-presidente. Segundo a decisão, as restrições impostas ao uso de meios eletrônicos impedem a realização do depoimento por videoconferência. O caso é apurado pela 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte.

Em manifestação enviada ao Supremo, os advogados de Bolsonaro afirmaram que a pistola foi entregue a um agente de sua equipe de segurança após a identificação de uma falha mecânica. De acordo com a defesa, integrantes da segurança teriam retirado o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente, deixando o armamento sem condições de funcionamento. Os defensores sustentam que Bolsonaro verificou o problema e pediu que a arma fosse levada para conserto.

Ainda sobre o armamento, a defesa apresentou ao STF um certificado que autoriza o ex-presidente a possuir a pistola. A apreensão da arma com um agente do GSI motivou a abertura da investigação que agora está em andamento na Polícia Civil do Distrito Federal.

Também nesta terça-feira, os advogados solicitaram a Alexandre de Moraes a prorrogação da prisão domiciliar, concedida no fim de março por 90 dias e prevista para terminar nesta quinta-feira (25). No pedido, a defesa argumenta que Bolsonaro continua necessitando de acompanhamento médico, fisioterapia e controle medicamentoso. Embora tenha destacado melhora no quadro de saúde, os advogados afirmam que o ex-presidente ainda demanda cuidados especiais.