Ouça este conteúdo
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os suspeitos são quatro adolescentes conhecidos da vítima. Segundo o boletim de ocorrência, o crime teria ocorrido entre a noite de sexta-feira (12/06) e a madrugada de sábado (13/06), durante um encontro realizado na casa da jovem. Ela relatou à polícia que suspeita que sua bebida tenha sido adulterada e afirmou ter perdido a consciência pouco depois.
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
De acordo com o depoimento, a adolescente reuniu nove pessoas para um churrasco em sua residência. Entre os presentes estavam os quatro suspeitos, duas amigas, o namorado de uma delas e outro amigo convidado pelo casal. A mãe da jovem informou que estava na igreja com o marido e depois dormiu na casa da sogra. Segundo ela, os suspeitos eram amigos próximos da filha e um deles a conhecia desde os seis anos de idade. “Eles vinham aqui em casa, comiam aqui, brincavam com a minha filha”, afirmou. Antes do ocorrido, as duas amigas, o namorado de uma delas e o outro convidado deixaram o local, permanecendo apenas a vítima e os quatro adolescentes suspeitos.
A jovem contou que acordou horas depois sem se lembrar do que havia acontecido e percebeu sinais de violência sexual. Ela afirmou ainda que, ao recobrar a consciência, encontrou dois adolescentes mantendo relação sexual sem seu consentimento e disse que um terceiro observava a situação. Segundo o relato, um quarto adolescente admitiu por mensagens ter participado do abuso antes de deixar a residência. Após o registro da ocorrência, a adolescente foi encaminhada ao Hospital de Contagem, onde passou por exames e recebeu atendimento médico.
- Leia mais: Mãe e padrasto são condenados por morte de menino de 7 anos por desnutrição severa em Lagoa Santa
A mãe da vítima afirmou ter entregue à polícia mensagens trocadas entre a filha e um dos suspeitos, além de outras conversas que podem auxiliar na investigação. Em uma delas, um adolescente teria admitido participação no ato e demonstrado arrependimento. “Não acho certo em momento algum, mas na hora, com álcool na cabeça, você nem percebe a merda que tá acontecendo”, escreveu. Segundo a família, a adolescente está emocionalmente abalada, enfrenta dificuldades para retomar a rotina e recebe acompanhamento psicológico.


A mãe também relatou que a filha passou a receber ameaças após denunciar o caso. “Um dos meninos falou pra ela que se ela contasse para alguém, iria matar ela e eu”, afirmou. Ela disse ainda que a mãe de um dos suspeitos, que é advogada, teria tentado coibir a vítima. Durante o atendimento médico em Contagem, familiares dos investigados teriam procurado a adolescente no hospital. “Minha filha aceitou falar com eles, porque a mãe desse amigo de infância dela estava lá. Durante a conversa, eles começaram a nos coagir e os funcionários do hospital tiveram que intervir”, relatou. Em nota, a PCMG informou que instaurou investigação para apurar os fatos e destacou que o procedimento corre sob sigilo devido à natureza do crime e ao envolvimento de adolescentes. Caso a participação dos suspeitos seja confirmada, eles poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, com aplicação das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).







