Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Passagens de ônibus sobem na Grande BH a partir de janeiro

Reajuste atinge linhas de Belo Horizonte e do transporte metropolitano, com aumentos que chegam a 8,93% e impactam também táxi-lotação
Passagens de ônibus sobem na Grande BH a partir de janeiro
Passagens de ônibus sobem na Grande BH a partir de janeiro - Foto: Agência Content Box

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As passagens de ônibus em Belo Horizonte e na Região Metropolitana vão ficar mais caras a partir de janeiro, com reajustes que chegam a 8,93%, conforme publicações oficiais no Diário Oficial do Município e no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais. Em BH, o aumento começa a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro, enquanto, no sistema metropolitano, os novos valores entram em vigor à 0h do dia 9 de janeiro de 2026. A decisão afeta linhas urbanas, circulares, táxi-lotação e todas as linhas do transporte coletivo metropolitano.

Na capital, a tarifa dos ônibus convencionais sobe de R$ 5,75 para R$ 6,25, um acréscimo de R$ 0,50, que representa alta de 8,6%, quase o dobro do IPCA-15 de 2025, que fechou em 4,41%. Além disso, as linhas circulares passam de R$ 5,50 para R$ 6,00, enquanto os ônibus que atendem vilas e favelas seguem com tarifa gratuita, sem alteração.

Com o aumento das tarifas de ônibus em BH, os táxi-lotação também terão novos valores. Na avenida Afonso Pena, a passagem sobe de R$ 6,35 para R$ 6,90. Já na avenida do Contorno, o preço passa de R$ 6,05 para R$ 6,60, acompanhando o reajuste aplicado ao transporte coletivo urbano.

Já no transporte metropolitano de passageiros por ônibus, o reajuste médio será de 8,93%, conforme a Resolução nº 63, assinada pelo secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno Barros de Souza. O aumento atinge todas as 640 linhas em operação, que atendem os municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com isso, as tarifas, que hoje variam entre R$ 8,20 e R$ 30,20, passam a custar entre R$ 8,95 e R$ 32,90, de acordo com a extensão de cada linha.

Além da correção nos valores, a resolução estabelece que o troco máximo permitido aos passageiros no sistema metropolitano será de até R$ 50 durante a vigência da medida. Segundo a Seinfra, a atualização das tarifas ocorre de forma anual, conforme previsto nos contratos de concessão, que consideram a variação dos custos do sistema e índices de inflação, como IPCA ou INPC, para recompor as perdas inflacionárias das concessionárias.