Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Conselheiro de Trump faz declarações misóginas e racistas sobre mulheres brasileiras em entrevista na Itália

Paolo Zampolli diz que brasileiras são “programadas para causar confusão” e usa xingamentos como “raça maldita” e “putas brasileiras”
Paolo Zampolli faz declarações misóginas e racistas sobre mulheres brasileiras
Paolo Zampolli faz declarações misóginas e racistas sobre mulheres brasileiras - Foto: OLIVER BUNIC/ AFP

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O enviado especial para assuntos globais do governo de Donald Trump, Paolo Zampolli, virou alvo de críticas após fazer declarações misóginas sobre mulheres brasileiras durante entrevista à rede italiana RAI, nesta quinta-feira (23/04). Na conversa, ele afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas para causar confusão”.

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As declarações aconteceram enquanto ele comentava sobre sua ex-mulher, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos. Questionado pelo repórter da RAI se isso teria relação genética, Zampolli negou, mas reforçou o discurso dizendo que as “mulheres brasileiras são programadas”. Ao ser perguntado se seria “para extorquir”, respondeu: “Não, para causar confusão”.

Em outro momento da conversa, Zampolli respondeu com novos ataques e ofensas. Ele disse: “É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”. As falas geraram forte reação pela gravidade do conteúdo, especialmente vindo de alguém em posição de influência no governo dos Estados Unidos, com falas consideradas racistas e misóginas.

Segundo o jornal americano The New York Times, Zampolli teria descoberto que a ex-mulher estava presa em Miami sob acusações de fraude e procurado um alto funcionário do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, para denunciar que ela estava ilegalmente nos EUA. Ainda de acordo com o veículo, Amanda foi deportada em outubro de 2025. O conselheiro de Trump nega ter pedido qualquer tipo de favor, afirmando que apenas buscou informações sobre a situação. O ICE, por sua vez, nega interferência política na deportação, enquanto a Casa Branca e Zampolli não se pronunciaram sobre as falas.