Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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BH e Nova Lima viram cidades laboratório contra desastres no Brasil

Municípios mineiros entram na fase prática de programa federal para prevenção de riscos geo-hidrológicos e desenvolvimento urbano sustentável
Foto: Reprodução Governo Federal

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Belo Horizonte e Nova Lima foram selecionadas como “cidades laboratório” em um programa de mitigação de riscos de desastres coordenado pelo governo federal. As duas cidades mineiras integram o grupo final de seis municípios escolhidos para colocar em prática ações de prevenção a desastres e desenvolvimento urbano sustentável. Além disso, os municípios avançaram para a segunda fase do projeto, etapa em que as propostas saem do papel e começam a ser executadas.

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O projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos é coordenado pelo Ministério das Cidades, em parceria com a Fundação Fiocruz. A iniciativa foi lançada em maio de 2025 e, inicialmente, contou com a candidatura de 21 municípios. Em seguida, 12 foram selecionados para apresentar propostas. A partir dessas sugestões, foi elaborado um manual que, agora, será aplicado nas seis cidades escolhidas, entre elas BH e Nova Lima.

Em Belo Horizonte, a participação será conduzida pela Coordenadoria Especial de Mudanças Climáticas, com base no conceito de “cidade esponja”. Nesse sentido, estão previstas estratégias como instalação de jardins de chuva, criação de pátios naturalizados em escolas e transformação de campos de futebol públicos em bacias de detenção de águas pluviais. Além disso, as ações serão integradas a uma política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), reforçando a prevenção de riscos climáticos.

Já em Nova Lima, o foco será a mitigação de riscos geo-hidrológicos relacionados a barragens, especialmente nos distritos de Honório Bicalho e Santa Rita. As ações serão coordenadas pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil e pela Secretaria Municipal de Habitação e incluem a requalificação de moradias em áreas vulneráveis. O projeto também contempla as cidades de Nova Friburgo (RJ), Paraíba do Sul (RJ), Petrópolis (RJ) e Simões Filho (BA). As atividades começam em março, enquanto uma oficina presencial para ajustar o manual à realidade local está prevista para maio.