Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Pastor é preso suspeito de abusar e agredir jovens em igreja no Maranhão

Polícia aponta controle rígido sobre fiéis, proibição de contato com familiares, além de relatos de punições com chicote e banhos vigiados dentro da instituição religiosa
Pastor é preso suspeito de abusar e agredir jovens em igreja no Maranhão
Pastor é preso suspeito de abusar e agredir jovens em igreja no Maranhão - Foto: Reprodução/ TV Mirante

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O pastor David Gonçalves Silva foi preso suspeito de abusar, chicotear e até vigiar o banho de jovens que moravam na sede da igreja Shekinah House Church, no Maranhão. Segundo a polícia, o líder religioso abrigava entre 100 e 150 fiéis, em sua maioria jovens, que viviam sob regras restritivas. Ele foi detido no último dia 17 durante a operação Falso Profeta e, logo depois, teve a prisão preventiva confirmada em audiência de custódia.

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De acordo com as investigações, o pastor é suspeito de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa. As apurações começaram há cerca de dois anos, quando um fiel procurou a polícia para denunciar os supostos abusos. Em seguida, pelo menos seis possíveis vítimas foram identificadas e confirmaram práticas semelhantes. Além disso, novos relatos começaram a surgir após a prisão, ampliando o alcance das investigações.

Ainda conforme a polícia, os jovens que viviam na sede da igreja eram submetidos a regras rígidas. Eles não podiam usar celular, receber visitas de familiares e só saíam do local acompanhados. Além disso, o pastor se referia aos fiéis como “peões”, enquanto os quartos eram chamados de “baias”. Esse sistema, segundo os investigadores, ajudava a manter o controle sobre o grupo ao longo dos anos.

Segundo as vítimas, agressões eram frequentes e tinham nomes específicos — Foto: Reprodução

No momento do cumprimento do mandado, David Gonçalves foi encontrado dormindo no quarto com um fiel. A esposa dele, que também pregava na igreja, estava em outro cômodo. Para o delegado Sidney Oliveira, a situação chamou atenção e reforçou parte das denúncias. Enquanto isso, a polícia iniciou a oitiva de pessoas que afirmam ter sido vítimas. Três já prestaram depoimento, e outras oito devem ser ouvidas nos próximos dias na Delegacia de Paço do Lumiar, na Grande São Luís.

Além disso, segundo o delegado, após a prisão, diversas vítimas entraram em contato com a polícia por meio de mensagens e demonstraram interesse em depor. As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e reunir mais provas sobre o que ocorria dentro da igreja. De acordo com relatos, havia um sistema de punições, incluindo castigos chamados de “readas”, com uso de chicote, aplicados quando regras eram descumpridas.