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Documentos enviados ao Ministério Público Federal (MPF) apontam que o vereador Joselino Santana Dias, o Zelino (Solidariedade), em Nova Lima (MG), teria realizado desmatamento ilegal na Mata Atlântica, além de erguer estruturas clandestinas dentro de sua propriedade no bairro Jardins de Petrópolis. Segundo a denúncia, que inclui imagens de satélite e detalhamento técnico, a intervenção teria violado o Plano Diretor, a Lei de Uso e Ocupação do Solo, além de indicar possíveis falhas no licenciamento ambiental municipal, ampliando as suspeitas de tráfico de influência. As informações destacam que a área está inserida em uma Zona Residencial Unifamiliar (ZRO3), que permite apenas uma casa por lote e veda expressamente atividades como criação de animais de grande porte ou instalações semelhantes a haras e estruturas para rodeio.
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A documentação afirma que o terreno do vereador, localizado na rua Cedros, possui aproximadamente 5 mil m², dos quais apenas 30% podem ser utilizados, medida criada para proteger o bioma da Mata Atlântica. No entanto, a supressão realizada para a construção da residência, estimada em 1.400 m², já se aproximaria do limite máximo legal. Mesmo assim, após a obra principal avançar, novas áreas teriam sido desmatadas, incluindo trechos ao lado da casa e também nos fundos do lote. As imagens enviadas ao MPF mostram o contraste entre o cenário original e o avanço da remoção da mata nativa, além das intervenções que continuam no terreno.
A denúncia relata que parte da terraplanagem foi autorizada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) apenas para viabilizar a construção da casa. No entanto, o material indica que a supressão ultrapassou o permitido pela legislação municipal. Em outra imagem, é possível identificar uma nova obra em andamento nos fundos do terreno, sugerindo a ampliação irregular da estrutura já existente.




Além das possíveis violações urbanísticas e ambientais, a denúncia alerta para os impactos causados pela intervenção na área protegida. A exposição do solo favorece a movimentação de sedimentos, o que pode provocar assoreamento de córregos, rios e nascentes da região. Esses danos, somados à redução da vegetação nativa e à interrupção de corredores ecológicos, comprometem a fauna local e afetam diretamente o equilíbrio ambiental do território.







