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A Câmara Municipal de São Paulo começou a analisar, nesta quinta-feira (29/10), o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A denúncia aponta possível interferência no segundo turno das eleições de 2026, após a prefeitura manter apenas 60% da frota de ônibus em circulação, mesmo com uma determinação da Justiça Eleitoral para que 100% dos veículos estivessem nas ruas no domingo (25), dia da votação.
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O pedido foi protocolado pelos vereadores Celso Giannazi, Amanda Paschoal e Silvia da Bancada Feminista, todos do Psol-SP. Além do descumprimento da decisão judicial, os parlamentares também acusam Nunes de assédio eleitoral e abuso de poder contra servidores comissionados, que teriam sido obrigados a participar de atos da campanha de Flávio Bolsonaro.
A análise está nas mãos de uma comissão especial formada por sete vereadores: Hélio Rodrigues (PT), Luana Alves (Psol), Rubinho Nunes (União), Major Palumbo (PP), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB) e Sandra Tadeu (PL). O vereador Major Palumbo foi escolhido como relator e ficará responsável por avaliar se a denúncia deve avançar para uma nova etapa do processo.
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Caso o parecer seja favorável ao prosseguimento da denúncia, o documento será levado ao plenário da Câmara Municipal. Se os vereadores aprovarem a continuidade, será instaurada uma Comissão Processante para dar andamento ao pedido de impeachment. A apresentação do relatório está prevista para a próxima terça-feira (3).
Em resposta às críticas sobre a circulação dos ônibus no dia da votação, a prefeitura afirmou que atuou de forma diligente e proativa para que as empresas cumprissem a determinação do Tribunal Regional Eleitoral. No entanto, alegou dificuldades para ampliar a frota em um prazo reduzido. Enquanto isso, protestos contra Ricardo Nunes foram realizados na noite de quarta-feira (29), em frente à sede da prefeitura, e outros atos foram anunciados para sexta-feira (30), na Praça Roosevelt, e sábado (31), no Largo da Batata.







