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Um professor de 40 anos é investigado por suspeita de aliciar alunas de 9 a 12 anos em Belo Horizonte, na Escola SESI Newton Antônio da Silva Pereira, no bairro São Paulo. O caso, apurado pela Polícia Civil de Minas Gerais, envolve denúncias de que o homem utilizava o WhatsApp para se passar por uma adolescente de 14 anos e, dessa forma, tentar obter fotos das estudantes. Após a denúncia feita por um grupo de nove mães, a instituição informou que o funcionário foi desligado no dia 9 de março, assim que a situação veio à tona. Até agora, ele não foi preso.
As suspeitas começaram quando uma das mães percebeu mensagens fora do comum no celular da filha. Isso porque o perfil, identificado como “Ana”, mantinha conversas consideradas inadequadas e, além disso, solicitava fotos das meninas, inclusive de pijama. Diante disso, a responsável decidiu investigar o número e, em seguida, procurou outros pais para entender se havia mais crianças envolvidas. Com isso, foi possível identificar que outras alunas também conversavam com o mesmo contato desde 2024.
“Eu achei muito estranho, porque uma menina de 14 anos que se passava por Ana, é uma criança, não teria esse tipo de conversa. Então, foi aí que eu comecei investigar esse número de telefone”, contou a mãe. Além disso, ao falar com outros responsáveis, ela percebeu que a situação era mais ampla. “Algumas mães descobriram que essa pessoa estava conversando com a filha desde 2024, ou seja, tem 2 anos isso já, que essa pessoa está agindo”, disse.
A partir das informações reunidas, a mãe conseguiu identificar quem estava por trás do número e levou os dados à escola. Assim, foi constatado que o suspeito era o professor de vôlei das estudantes. Além disso, as famílias relataram que descobriram que ele já havia sido preso em 2021 por armazenar material pornográfico infantil.
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito e segue com oitivas e diligências para esclarecer o caso. No entanto, não divulgou quantas estudantes podem ter sido vítimas. Já a escola destacou que não tolera qualquer forma de assédio ou violência e que, assim que tomou conhecimento dos fatos, desligou o funcionário e passou a prestar apoio às alunas e às famílias.







