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O vereador de Leandro Ferreira, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Eduardo Cezar Lobato Fonseca (PL), foi preso em flagrante na segunda-feira (06/04) após agredir uma mulher com uma garrafa de vidro dentro de um restaurante. O caso, registrado como agressão, lesão corporal qualificada, ameaça, perseguição, importunação sexual e injúria, mobilizou a Polícia Militar e a Polícia Civil. A ocorrência ganhou repercussão após um vídeo circular nas redes sociais mostrando a vítima ferida e sangrando após o ataque.
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Segundo a Polícia Militar, o vereador e a vítima estavam em mesas separadas no restaurante. Inicialmente, ele a convidou para se sentar com ele, porém, após a recusa, teria se aproximado sem ser chamado e insistido na interação. Diante do incômodo demonstrado pela mulher, o parlamentar teria iniciado agressões verbais, chamando-a de vagabunda, e ainda feito ameaças, entre as quais “você vai se ver comigo” e “esse tipo de mulher tem de morrer”. Em seguida, teria desferido a garrafada contra ela. Além disso, conforme o boletim de ocorrência, a vítima afirmou que já vinha sendo alvo de comportamentos insistentes por parte do vereador. Segundo o relato, ele tentava iniciar um relacionamento com a mulher com abordagens frequentes pelas redes sociais e até episódios de perseguição.
Vídeo: @novaserranaoficial_
Em depoimento, Eduardo Cezar negou as acusações. Ele afirmou que não perseguiu nem ofendeu a mulher e alegou ter sido agredido por ela, relatando ter sofrido arranhões e escoriações próximas ao olho. Além disso, disse que apenas tentou se defender. Apesar disso, conforme consta no registro policial, a versão apresentada por ele não foi confirmada pelas provas iniciais coletadas no local.
Após a prisão em flagrante, o vereador foi encaminhado à Polícia Civil. Posteriormente, a Justiça homologou a prisão, considerando que os procedimentos legais foram cumpridos. Ele poderá responder por crimes previstos no Código Penal, como lesão corporal, ameaça, injúria e importunação sexual. A defesa solicitou liberdade provisória, enquanto o advogado Rafael Lino informou que não irá se manifestar publicamente, já que o processo tramita em segredo de justiça.
A Câmara Municipal informou, por meio do assessor jurídico Fernando Antônio Rodrigues, que repudia qualquer tipo de violência, especialmente contra mulheres, e que irá apurar os fatos internamente.







