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O deputado federal Antonio Carlos Rodrigues foi expulso do Partido Liberal após declarar, em entrevista, que a adoção da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes é o “maior absurdo” que já presenciou na política. Além disso, o parlamentar criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela interferência em assuntos internos do Brasil. A decisão de expulsão foi anunciada nesta quinta-feira (31/07) pela direção do PL, liderada por Valdemar Costa Neto.
A declaração de Rodrigues gerou forte reação dentro da bancada do partido. Segundo nota oficial assinada por Costa Neto, a pressão dos demais parlamentares foi determinante para o desligamento. “A pressão da nossa bancada foi muito grande. Nossos parlamentares entendem que atacar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é uma ignorância sem tamanho”, diz o texto. Ainda segundo o comunicado, o partido defende diplomacia e diálogo como caminhos para o desenvolvimento do país, e não “populismo barato”.
A fala de Antonio Carlos Rodrigues ocorreu em entrevista ao Portal Metrópoles. Na ocasião, ele criticou duramente as sanções impostas pelos EUA ao ministro do STF. “É o maior absurdo que já vi na minha vida política. O Alexandre é um dos maiores juristas do país, extremamente competente. Trump tem que cuidar dos Estados Unidos. Não se meter com o Brasil como está se metendo”, afirmou o parlamentar, que está em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados.
As críticas do parlamentar ocorrem em meio à articulação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está no país buscando apoio político e diplomático para defender seu pai, que é investigado pelo STF por tentativa de golpe e outros crimes. Eduardo tem incentivado Trump a adotar medidas de pressão contra autoridades brasileiras.







