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A Polícia Federal investiga se Itaú e Santander ajudaram a ocultar informações sobre operações financeiras da Americanas durante auditorias da empresa. A apuração faz parte da segunda fase da Operação Disclosure e busca esclarecer a fraude contábil bilionária revelada pela varejista em janeiro de 2023. A suspeita aparece em decisão da juíza Giovana Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que autorizou mandados de busca e apreensão. As informações foram divulgadas pelo UOL.
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De acordo com a decisão, mensagens trocadas entre executivos dos bancos e o então diretor financeiro da Americanas, Fabio Abrate, indicam que o posicionamento de uma instituição influenciaria a conduta da outra. Para a magistrada, os diálogos apontam indícios de uma possível atuação coordenada para atender pedidos da antiga administração da empresa durante o processo de auditoria.
A investigação apura a emissão de cartas de circularização, documentos usados para confirmar saldos e operações financeiras em auditorias, sem o registro de determinadas operações de risco sacado contratadas pela Americanas. Nesse tipo de operação, o banco antecipa recursos aos fornecedores e a empresa assume posteriormente a dívida. Segundo a PF, a omissão dessas informações pode ter ajudado a esconder parte do endividamento da companhia da auditoria externa e do mercado.
A decisão também cita conversas em que representantes da Americanas pedem a um executivo do Itaú a retirada de determinadas informações das cartas enviadas aos auditores. Em outro diálogo, um interlocutor afirma que o Santander só faria a alteração caso o Itaú adotasse o mesmo procedimento. Apesar dos indícios apontados, a juíza destaca que o processo ainda está na fase de investigação e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos.
Em nota, o Itaú afirmou que também foi vítima da fraude contábil da Americanas, sofreu perdas bilionárias e já demonstrou à Justiça a regularidade da atuação de seus funcionários. O banco disse ainda que recusou pedidos da antiga gestão da varejista para alterar as cartas de circularização. O Santander também declarou que foi vítima das fraudes investigadas e afirmou que manter operações bancárias com a Americanas não significa participação nas irregularidades apuradas pelas autoridades.







