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O ator Marco Furlan foi preso em flagrante neste domingo (02/08), em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável contra um menino de cinco anos. Segundo o registro policial, o caso aconteceu durante uma festa de aniversário realizada em uma chácara. A criança, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), estava em um dos quartos quando a mãe e uma amiga da família ouviram gritos e o menino dizer “Para… tá doendo”. As duas foram até o cômodo e encontraram Furlan e a criança na cama sem roupas. O ator foi contido por convidados e permaneceu trancado em um cômodo até a chegada da Polícia Militar.
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Ainda conforme o boletim de ocorrência, a criança gritava de dor e chorava. Momentos depois, a amiga que acompanhava a mãe entrou no cômodo e relatou à polícia que viu o ator sem as calças e segurando a cueca do menino. Segundo o documento, Furlan negou o abuso quando foi descoberto e se recusava a sair do quarto. A testemunha afirmou que ele repetia que “jamais faria aquilo” e dizia que estava apenas “passando pelo local”.
Com base nos depoimentos da mãe e da testemunha, além das circunstâncias encontradas no quarto, a delegada responsável determinou a prisão em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável. O exame médico inicial não havia apontado lesões físicas aparentes, mas a legislação brasileira considera crime de estupro de vulnerável a prática de ato libidinoso com menor de 14 anos, independentemente da existência de vestígios. A autoridade policial pediu ainda a conversão da prisão em preventiva, alegando a necessidade de preservar a ordem pública e garantir a integridade física e psicológica da criança durante as investigações. Na audiência de custódia, a Justiça decidiu manter a prisão. Como o caso envolve uma criança, o processo tramita sob sigilo.
Segundo a Polícia Civil, Marco Furlan afirmou que teria confundido a vítima com a namorada, que também estava na confraternização. Durante o interrogatório, ele disse ainda que havia ingerido bebida alcoólica e estava passando mal quando foi descoberto. Nesta quarta-feira (05), novas informações divulgadas pelo jornalista Ullisses Campbell, no portal O Globo, apontaram que o menino passou por exame de corpo de delito e que o laudo constatou lesões compatíveis com violência sexual, incluindo penetração anal. O material apreendido e os depoimentos colhidos serão analisados no decorrer da investigação.
A Polícia Civil também trabalha com a hipótese de que Furlan possa ter ligação com uma rede de exploração sexual infantil e aguarda autorização judicial para apreender computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos do ator. A intenção é verificar se há registros que indiquem outros possíveis crimes ou a participação de terceiros. Após a prisão, outras famílias procuraram a polícia. Algumas mães relataram que Furlan mantinha grande proximidade com seus filhos, comportamento que antes era interpretado apenas como afinidade com crianças. Com o avanço do caso, elas passaram a temer que os próprios filhos também possam ter sido vítimas e aguardam o aprofundamento das apurações.
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