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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente, em até 24 horas, explicações sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome dele durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal. O caso envolve uma pistola Glock calibre 9 milímetros encontrada dentro de um veículo oficial da Presidência da República.
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A decisão foi tomada após a Polícia Civil enviar ao STF um boletim de ocorrência relatando a apreensão da arma, que estava acompanhada de um carregador sobressalente. No despacho, Moraes pede esclarecimentos sobre o motivo de Bolsonaro manter o armamento em sua residência e questiona a existência do carregador extra. O ministro também quer saber por que teria sido solicitado um reparo na arma próximo ao fim do período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária concedido ao ex-presidente para tratamento de saúde.
Além dos esclarecimentos da defesa, Moraes solicitou informações ao comandante responsável pela segurança de Bolsonaro. Entre os pontos levantados estão os procedimentos de fiscalização dos veículos que saem da residência do ex-presidente e o controle dos aparelhos celulares utilizados pelos agentes encarregados da segurança.
Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, o militar que transportava a arma informou que o armamento havia sido retirado da residência de Bolsonaro para passar por um reparo no percussor e que seria devolvido no dia seguinte. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde março, por determinação do próprio STF, em razão de um quadro de broncopneumonia.
A apreensão ocorreu na segunda-feira (15/06), em uma abordagem da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal. A arma estava com o militar Eustácio Leite da Silva Filho, integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Em nota, a PM informou que o condutor do veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após os agentes encontrarem uma segunda arma de fogo no carro. Conforme a corporação, o militar declarou não possuir a documentação do armamento e afirmou que a arma pertenceria a outra pessoa.







