Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Argentina denuncia pais que deixam de vacinar os filhos

Com vacinação obrigatória por lei, província de Mendoza leva responsáveis à Justiça em meio à queda da cobertura vacinal e ao retorno de doenças erradicadas
Foto: Confederação Nacional de Municípios (CNM)

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Pais que se recusam a vacinar os filhos começaram a ser denunciados na Argentina, onde a vacinação é obrigatória por lei. Na província de Mendoza, o governo informou nesta sexta-feira (12/12) que 15 pessoas foram acionadas pela Justiça civil por não cumprirem o calendário de imunização infantil. A medida ocorre enquanto o país enfrenta a queda nas taxas de vacinação e o retorno de doenças antes consideradas erradicadas, como sarampo e coqueluche.

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Segundo o governo provincial, os responsáveis denunciados deverão comparecer a uma audiência para receber orientações sobre vacinação. Além disso, terão um prazo de 30 dias para aplicar as doses obrigatórias nas crianças. Caso descumpram a determinação, poderão sofrer sanções como trabalho comunitário, multas de até 230 dólares, o equivalente a cerca de R$ 1.250, ou até detenção por cinco dias, conforme explicou o ministro da Saúde de Mendoza, Rodolfo Montero, à AFP. “Estamos apenas começando com isso”, afirmou.

Na Argentina, a vacinação obrigatória inclui doses gratuitas desde a gravidez até os 11 anos, além de reforços ao longo da vida. No entanto, a iniciativa de Mendoza surge em um cenário preocupante: desde 2024, nenhuma das vacinas do calendário nacional alcançou a meta mínima de 95% de cobertura. Em alguns casos, os índices caíram pela metade, de acordo com dados oficiais do país.

O ministro destacou que a baixa adesão representa um risco coletivo. “Cumprir a vacinação não é um ato individual, é coletivo, funciona na medida em que todos tomamos atitude e quem não o faz coloca em risco toda a comunidade”, disse Montero, ao afirmar que novas ações civis devem ser adotadas. Mendoza, inclusive, publicou em agosto uma resolução que endureceu as punições para quem deixa de vacinar os filhos.

Apesar dos avanços, os números ainda preocupam. A província registra cerca de 85% de cobertura vacinal, índice superior à média nacional, que é de 65%, mas ainda distante do ideal. “Estamos longe da meta de 95%, embora acima da média nacional, de 65%”, afirmou o ministro, acrescentando que parte dos primeiros denunciados já regularizou a situação.