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O sacerdote Frei Gilson foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta terça-feira (05/05) por supostas falas discriminatórias contra a comunidade LGBT+ e mulheres. A denúncia, que cita declarações em pregações, entrevistas e redes sociais, foi apresentada pelo jornalista e ex-noviço Brendo Silva, que acusa o religioso de propagar conteúdos considerados preconceituosos.
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Segundo Brendo Silva, Frei Gilson teria usado termos como “homossexualismo” e associado a homossexualidade a ideias como “desordem”, “contrariedade à lei natural” e “depravação grave”. Na representação enviada ao Ministério Público, o jornalista afirmou: “Liberdade religiosa não é liberdade para odiar. As homilias e entrevistas em que frei Gilson trata gays como doentes, ao utilizar termos ultrapassados, e associa a homossexualidade a ideias de desvio ou inferioridade, além de reforçar visões que colocam a mulher em posição secundária, não podem ser naturalizadas. Estamos em um país com altas taxas de feminicídio e violência contra pessoas LGBT+. Isso é inaceitável”.
O denunciante também destacou que conviveu por mais de 10 anos no ambiente religioso, onde atuou como coroinha e noviço, e relatou ter conhecido “dezenas de seminaristas, padres e bispos gays”, apontando uma contradição entre a realidade e os discursos. “É preciso coerência e responsabilidade”, acrescentou Brendo, que também é escritor e já abordou o tema em livros.
Entre as falas atribuídas ao sacerdote, uma delas diz: “Se a tua igreja está falando que não pode homem com homem, não pode e acabou”. O conteúdo dessas declarações será analisado pelo Ministério Público para verificar se há indícios de crime.
O MPSP deve fazer uma análise preliminar do caso para decidir se abre uma investigação formal por meio do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) ou se arquiva a denúncia. Frei Gilson, que tem quase 13 milhões de seguidores no Instagram e mais de 9 milhões no YouTube, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.







