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O goleiro Bruno Fernandes, foragido da Justiça há mais de um mês, entrou com uma ação contra a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, após seu perfil na rede social se tornar indisponível no Brasil. O caso tramita no 1º Juizado Especial Cível da Comarca dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Segundo o jogador, a conta, criada em 2019 e com cerca de 352 mil seguidores, deixou de aparecer nas buscas desde o dia 5 de março, mesma data em que a Justiça do Rio revogou sua liberdade condicional.
De acordo com o processo, Bruno afirma que o perfil era utilizado para publicação de conteúdo esportivo, principalmente sobre futebol. No entanto, conforme relatado na ação, a conta passou a apresentar falhas e ficou inacessível para usuários brasileiros. Além disso, ao tentar fazer login, surge uma mensagem indicando indisponibilidade da página, o que, segundo o documento, dá a entender que o perfil foi removido sem aviso prévio ou justificativa.
Ainda segundo a defesa, embora a conta não tenha sido formalmente excluída, ela estaria, na prática, invisível ao público no Brasil, justamente o principal público do jogador. Por isso, o goleiro alega que a situação compromete totalmente a finalidade do perfil. Para conduzir o caso, ele contratou uma advogada inscrita na OAB do Ceará.
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Ao analisar o processo, o juiz Heitor Carvalho Campinho destacou que a Meta, por meio do Facebook, tem representação no Brasil e, portanto, possui meios para cumprir eventuais decisões judiciais relacionadas ao Instagram. No entanto, o magistrado ressaltou que, até o momento, não há comprovação de que o bloqueio da conta tenha ocorrido de forma arbitrária, nem de que Bruno tenha buscado resolver a questão administrativamente junto à plataforma.
Diante disso, a Justiça determinou a realização de uma audiência de conciliação. Contudo, o pedido da defesa para que o encontro ocorresse de forma virtual foi negado, já que essa modalidade é permitida apenas em situações excepcionais. Ainda não há data definida, mas, caso Bruno compareça presencialmente, ele poderá ser preso, já que há um mandado de prisão em aberto.







