Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Protesto “No Kings” reúne milhões nos EUA contra Trump, guerra no Irã e desigualdade

Ato tradicional cresce, mobiliza até 9 milhões em mais de 3 mil protestos e ecoa pelo mundo com manifestações da Europa ao Oriente Médio em meio à escalada do conflito internacional
Protesto "No Kings" reúne milhões nos EUA contra Trump guerra no Irã e desigualdade
Protesto "No Kings" reúne milhões nos EUA contra Trump guerra no Irã e desigualdade - Foto: Joseph Prezioso/ AFP

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As mobilizações “No Kings” ganharam força no sábado (28/03) nos Estados Unidos e reuniram entre 8 e 9 milhões de pessoas em mais de 3.300 atos espalhados pelos 50 estados. Além disso, os protestos ampliaram as pautas e passaram a incluir críticas à guerra no Irã, às desigualdades sociais e ao capitalismo, enquanto mantiveram o foco na oposição ao presidente Donald Trump. Com slogans como “sem reis”, “sem milionários” e “sem guerra”, o movimento se consolidou como a principal forma de contestação ao governo desde o início do segundo mandato, em janeiro de 2025.

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De acordo com os organizadores, as manifestações ocorreram em todo o país, desde grandes centros até pequenas cidades. Em Nova York, por exemplo, dezenas de milhares de pessoas participaram do ato, que contou com a presença do ator Robert De Niro, crítico frequente de Trump, que classificou o presidente como uma ameaça às liberdades e à segurança. Ao mesmo tempo, protestos também foram registrados de costa a costa, passando por cidades como Atlanta e San Diego, além do Alasca. Em Washington, manifestantes atravessaram uma ponte sobre o rio Potomac em direção ao Lincoln Memorial, local histórico de atos pelos direitos civis.

Enquanto isso, o estado de Minnesota se tornou um dos principais focos das manifestações, especialmente após meses de debate sobre a repressão a imigrantes. Durante o ato, o senador Bernie Sanders discursou para a multidão e fez duras críticas ao presidente. Paralelamente, em St. Paul, o músico Bruce Springsteen se apresentou para milhares de pessoas e interpretou a música “Streets of Minneapolis”, composta em memória de dois cidadãos mortos durante operações da polícia migratória.

Os protestos, no entanto, não se limitaram aos Estados Unidos. Nos últimos dias, manifestações contra a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã foram registradas em várias partes do mundo. Em Tel Aviv, manifestantes pediram o fim do conflito, com uma placa dizendo “desarmem Israel primeiro” e outra com os dizeres “parem de repetir a estratégia de Gaza no Irã, no Líbano e na Cisjordânia”. Enquanto em Londres participantes de um ato contra o extremismo também levantaram cartazes pedindo: “Parem a guerra ilegal dos EUA e de Israel contra o Irã”. Já em Atenas, pessoas protestaram em frente à embaixada dos EUA com bandeiras do Irã, do Líbano e da Palestina. Em Dakar, no Senegal, manifestantes marcharam com bandeiras desses mesmos países, enquanto uma mulher segurava um cartaz que comparava o tratamento dado aos palestinos por Israel ao apartheid na África do Sul, e outros exibiam imagens do aiatolá Ali Khamenei.

Além disso, em Beirute, no Líbano, pessoas foram às ruas em apoio ao Hezbollah e ao Irã, carregando velas e retratos do líder Hassan Nasrallah. No sábado, novos protestos ocorreram na cidade após o assassinato de três jornalistas em um ataque israelense. Em Sanaa, no Iêmen, milhares também se mobilizaram em apoio ao Irã, com bandeiras iranianas e palestinas, enquanto um vídeo da Reuters mostrou jovens armados entoando cânticos junto à multidão. Enquanto isso, em Barcelona, manifestantes foram às ruas em apoio ao conflito em curso. Um iraniano ouvido pela Reuters, identificado como Navid, afirmou: “Talvez soe um pouco louco dizer que apoiamos a guerra, mas a verdade é que não há outra maneira. Tentamos todas as outras formas de derrubar o governo, especialmente em janeiro (nos protestos contra o regime no Irã)”.