Belo Horizonte, 5 de outubro de 2026

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Flávio Roscoe conquista quase 800 mil votos em sua primeira eleição

Estreante em eleições, candidato do PL fecha disputa com 795.193 votos e fica à frente de nomes conhecidos da política mineira
Foto: Sebastião Jacinto Júnior / Fiemg

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Flávio Roscoe (PL) surpreendeu na eleição para o Governo de Minas Gerais ao conquistar 795.193 votos, o equivalente a 6,97% dos votos válidos, e terminar a disputa em terceiro lugar. Em sua primeira disputa eleitoral, Roscoe ficou à frente de nomes com trajetória política já conhecida no estado, como Mateus Simões (PSD) e Alexandre Kalil (PDT), alcançando uma posição de destaque entre os candidatos que disputaram o governo estadual.

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A campanha de Flávio Roscoe ganhou espaço principalmente na reta final da eleição. O empresário passou a aparecer entre os principais nomes da disputa e terminou a votação em uma posição diferente daquela indicada por alguns levantamentos divulgados antes do pleito. Em entrevista no comitê de campanha após o resultado, ele afirmou: “Recebo o resultado muito feliz. A gente falou o tempo todo que a gente estava em terceiro lugar. Nenhuma pesquisa apontava isso”, disse.

Roscoe atribuiu parte do resultado ao chamado voto útil e afirmou que sua candidatura teria sofrido uma “desidratação” nos últimos dias. Ele também voltou a questionar os levantamentos eleitorais e disse que os tracks internos do PL Minas apontavam seu nome entre 15% e 16% das intenções de voto. “Eu falei durante a campanha que, infelizmente, quem acredita em pesquisa acredita em Papai Noel”, relatou. Sobre a Quaest, declarou: “A pesquisa Quaest nunca me deu mais de 5% em nenhum momento do processo eleitoral. Deu três, deu quatro. A todos os momentos, a gente já com 15 no tracking, dando cinco. Isso freia o candidato”. Segundo Roscoe, os números também poderiam ter influenciado o voto útil. “Então eu estava em terceiro no meu track, mas eu tava em terceiro no track dos adversários todos que chegavam para gente”, afirmou.

Na avaliação do candidato, a concentração de votos na reta final ocorreu diante da tentativa de definir a eleição ainda no primeiro turno. “Na verdade, houve uma desidratação no final agora com a narrativa que foi criada de que era melhor ganhar no primeiro turno do que eventualmente dar um palanque para a esquerda no segundo turno”, afirmou. Roscoe também disse que um eventual segundo turno em Minas poderia ter impacto na disputa presidencial. “Na minha leitura, não é verdade. O Flávio Bolsonaro vai ter um segundo turno e, se tivesse uma eleição aqui em Minas Gerais, ia ser melhor do que não tendo, porque esfria. Infelizmente, a narrativa foi criada, a narrativa funcionou, desidratou as outras candidaturas, não somente de direita, mas de esquerda também”, declarou. O candidato ainda agradeceu o apoio de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, Nikolas Ferreira e Bruno Engler durante a campanha e afirmou sobre Nikolas: “talvez o maior futuro do Brasil hoje”.

Roscoe terminou a disputa em terceiro lugar, com 795.193 votos válidos. O resultado ganha ainda mais peso pelo fato de ter sido a primeira eleição disputada pelo empresário, que conseguiu chegar ao top 3 entre 11 candidatos ao Governo de Minas. Ao longo da campanha, Roscoe precisou ampliar o reconhecimento do próprio nome e percorreu diferentes regiões do estado em busca de votos. Após a eleição, ele afirmou que pretende continuar à frente da entidade de classe que preside até o fim de dezembro e, depois, avaliar a possibilidade de integrar um eventual governo. “Vou avaliar depois do desfecho político se vai haver algum convite para participar do Executivo, que, na minha leitura, é onde eu posso contribuir para somar”, afirmou. Caso isso não aconteça, disse que pretende retornar à atividade empresarial: “Sou empresário, minha atividade é empresarial, sempre trabalhei na vida associativa de maneira voluntária. Então, é uma experiência relevante. A gente aprende muito”, concluiu.