Belo Horizonte, 3 de novembro de 2026

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Prefeitura de Confins confirma primeiro caso de mpox

O diagnóstico foi confirmado pela administração municipal neste sábado (31/10), mas a identidade e o estado de saúde do paciente não foram divulgados
Foto: Kinga Krzeminska/GettyImages

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A Prefeitura de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmou o primeiro caso de mpox no município. A informação foi divulgada nas redes sociais da administração municipal neste sábado (31/10). Após a confirmação, a prefeitura reforçou a importância da prevenção e da atenção aos sintomas da doença. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o paciente diagnosticado.

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A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox e pode atingir qualquer pessoa. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. Também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama, além do contato próximo e prolongado com pacientes, inclusive por meio de secreções respiratórias.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o estado registrou 33 casos confirmados de mpox em 2026. O maior número ocorreu em 2022, com 610 registros. Nos anos seguintes, foram contabilizados 53 casos em 2023, 68 em 2024 e 136 em 2025. A maior parte dos diagnósticos ocorreu entre pessoas do sexo masculino, principalmente na faixa etária de 15 a 34 anos. A secretaria informou que a variante em circulação em Minas Gerais pertence ao clado II, especificamente ao subclado IIb, responsável pelo surto global iniciado em 2022. Atualmente, o estado registra casos esporádicos e controlados e mantém o monitoramento permanente do cenário epidemiológico.

Entre os principais sinais da doença estão febre, dor de cabeça, dores musculares e no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos, conhecido popularmente como ínguas. Outro sintoma característico são as lesões na pele, que podem aparecer na forma de manchas, bolhas ou feridas. Elas podem surgir em diferentes regiões do corpo, como rosto, mãos, pés, boca e áreas genital e anal. Diante de sintomas suspeitos, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e informar se houve contato com alguém diagnosticado ou com suspeita de mpox.

Para prevenir a infecção, as autoridades de saúde recomendam evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais e higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão. O tratamento é feito com cuidados clínicos para aliviar os sintomas e evitar complicações, sendo que a maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados. A vacinação é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de desenvolver formas graves, como pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam imunossupressão. A estratégia também contempla profissionais de laboratório que trabalham em nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos, conforme os critérios definidos pelas autoridades de saúde.