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O caso da morte do cão Orelha pode ser arquivado por falta de provas contra adolescentes, segundo informações divulgadas pelo portal ND Mais. Desde o início das investigações, a ausência de elementos concretos tem dificultado a responsabilização dos envolvidos. Embora vídeos mostrem a presença dos menores, essa evidência, por si só, não sustenta a acusação. Além disso, a falta de depoimentos incriminatórios reforça a possibilidade de o caso ser encerrado sem indiciamentos.
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Enquanto isso, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) segue analisando o caso e, na quinta-feira (09/04), solicitou uma nova diligência para obter uma prova considerada essencial para a conclusão do parecer jurídico. Com isso, o órgão terá mais 30 dias para finalizar a análise. Vale lembrar que, anteriormente, em fevereiro, o MPSC já havia pedido novas diligências à Polícia Civil, incluindo a exumação do corpo do animal.
De acordo com a perícia realizada pela Polícia Científica, não foram encontradas fraturas ósseas que indiquem ação humana direta. Por outro lado, foi identificada uma lesão contundente na região da cabeça do cão. Ainda assim, os exames não conseguiram determinar com precisão a causa da morte, ocorrida no início de janeiro. O laudo aponta que todos os ossos foram examinados detalhadamente, sem constatação de lesões típicas de agressão, embora exista a possibilidade de um trauma por instrumento contundente.
Diante desse cenário, o advogado criminalista Eduardo Herculano afirmou que, mesmo com o processo em segredo de Justiça, as informações disponíveis indicam a necessidade de mais elementos para comprovar a culpabilidade dos adolescentes. Segundo ele, a repercussão do caso nas redes sociais também interfere na percepção pública, criando pressão por respostas rápidas. “As divulgações em massa, sobretudo as falsas, transformaram o sistema de Justiça em um cenário midiático, onde a pressão por respostas rápidas se sobrepuseram às garantias constitucionais do devido processo legal. É um fenômeno impulsionado por um populismo penal e potencializado pelas redes sociais através da opinião pública moldada pela mídia”, argumentou.







