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O Super El Niño 2026 já começou a influenciar o clima no Brasil e pode se tornar um dos fenômenos climáticos mais intensos das últimas décadas, segundo análises da MetSul Meteorologia. O evento, que deve ser mais forte que o El Niño de 2023-2024 e é apontado como um dos mais severos da era moderna, resulta do aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Além de aumentar o risco de chuvas volumosas em diversas regiões do país, seus efeitos já começam a ser sentidos em Minas Gerais, onde uma forte massa de ar frio provocou geadas e derrubou as temperaturas no Sul do estado.
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De acordo com a MetSul Meteorologia, o atual episódio tem potencial para se consolidar como um Super El Niño, superando em intensidade o evento registrado entre 2023 e 2024. Embora a NOAA ainda não tenha oficializado o início do fenômeno, o rápido aquecimento das águas do Pacífico e as mudanças já observadas na atmosfera indicam que o anúncio deve ocorrer nos próximos dias. A região conhecida como Niño 3.4, utilizada como referência para monitorar o El Niño e a La Niña, registrou anomalia de temperatura de +0,5°C, valor considerado o limite mínimo para caracterizar o fenômeno.
Os primeiros impactos já aparecem nas previsões para o Brasil. Segundo o meteorologista Piter Scheuer, modelos atmosféricos apontam a possibilidade de acumulados entre 100 e 200 milímetros de chuva em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Sul nos próximos 10 a 15 dias. A maior preocupação envolve regiões de Mato Grosso do Sul, centro e sul de São Paulo e norte do Paraná, onde o excesso de chuva poderá favorecer alagamentos, enxurradas e temporais severos. As instabilidades já começam a atuar em partes do Rio Grande do Sul, mas o período mais crítico está previsto entre os dias 10 e 15 de junho.
Caso as projeções se confirmem, os sistemas atmosféricos associados ao El Niño poderão aumentar o risco de temporais com granizo, rajadas de vento, alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra em áreas vulneráveis. Meteorologistas acompanham a evolução dos modelos para avaliar a intensidade dos impactos que poderão atingir diferentes regiões do país nos próximos dias.
Em Minas Gerais, as mudanças no clima já são evidentes. O frio intenso registrado nesta segunda-feira (8) provocou geadas em cidades do Sul de Minas e levou os termômetros a algumas das menores marcas dos últimos tempos. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Monte Verde, distrito de Camanducaia, registrou 1,4°C, a menor temperatura entre as estações oficiais monitoradas no estado. Maria da Fé teve mínima de 2,1°C, enquanto Varginha marcou 6,2°C e Lavras, 8,4°C. Em medições de redes meteorológicas locais, os números foram ainda menores, chegando a -1,2°C na Fazenda Retiro, em Maria da Fé, além de registros de geada fraca a moderada em áreas rurais. Em Monte Verde, uma estação local apontou mínima de 0,8°C, também com formação de geada ao amanhecer.







