Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Presidente da Colômbia defende PIX após críticas dos EUA e pede adoção do sistema no país

Gustavo Petro reage a pressões envolvendo o modelo brasileiro, critica sanções americanas e reforça interesse em levar o PIX para a Colômbia
Presidente da Colômbia defende PIX após críticas dos EUA
Presidente da Colômbia defende PIX após críticas dos EUA - Foto: Adobe Stock

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O presidente da Colômbia Gustavo Petro defendeu o uso do PIX e pediu que o sistema de transferências instantâneas do Brasil seja adotado na Colômbia. O posicionamento ocorreu na rede social X após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria ameaçado impor sanções ao Brasil sob a justificativa de que o modelo prejudica empresas de cartão de crédito.

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Ao comentar o assunto, Petro afirmou que o sistema brasileiro é mais eficiente e, além disso, pediu diretamente a ampliação do modelo. “Le pido a Brasil extender el sistema PIX a Colombia”, escreveu. Em seguida, ele criticou mecanismos utilizados pelos Estados Unidos no sistema financeiro global, especialmente a lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). Segundo o presidente colombiano, a ferramenta deixou de ser eficaz no combate ao narcotráfico e, por outro lado, estaria sendo usada como instrumento de controle político internacional.

Ainda de acordo com Petro, grandes líderes do tráfico conseguem escapar das restrições e manter uma vida de luxo fora de seus países. Enquanto isso, conforme destacou, o mecanismo seria aplicado para pressionar adversários políticos em diversas partes do mundo. Além disso, ele voltou a defender uma governança global mais democrática e criticou conflitos internacionais, afirmando que guerras “não servem para nada” e causam prejuízos à humanidade.

As declarações ocorrem em meio a um debate crescente sobre o papel do PIX no sistema financeiro global. Um relatório divulgado na última quarta-feira (1º/04) pela Casa Branca apontou o sistema brasileiro como prejudicial às grandes empresas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. No documento, o Banco Central do Brasil é citado como responsável pela criação e regulação do PIX, e stakeholders americanos demonstraram preocupação com um possível tratamento preferencial ao sistema. Além disso, o relatório menciona que o uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500 mil contas, o que, segundo o texto, poderia impactar fornecedores estrangeiros de serviços de pagamento.

Embora o documento oficial não cite o PIX diretamente, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA afirmou que o Brasil pode estar adotando práticas consideradas desleais no setor de pagamentos eletrônicos, ao favorecer serviços desenvolvidos pelo próprio governo. Diante disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu e garantiu que o país não pretende recuar. “O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, declarou. Na sequência, Lula afirmou que o governo pode aprimorar o sistema para ampliar ainda mais o atendimento à população, enquanto o Banco Central segue trabalhando na expansão da ferramenta, inclusive com estudos para integração internacional.