Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Pai de Daniel Vorcaro é preso pela Polícia Federal em Nova Lima

Operação também afastou uma delegada e prendeu um agente suspeitos de repassar informações sigilosas ligadas ao caso Banco Master
Esquema do Banco Master com agentes públicos
Esquema do Banco Master com agentes públicos - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

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Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso na manhã desta quinta-feira (14/05), em Nova Lima, na Grande BH, durante uma operação da Polícia Federal (PF) autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação faz parte do inquérito que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e um grupo suspeito de intimidação, obtenção ilegal de informações sigilosas e invasão de dispositivos eletrônicos.

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Segundo informações da PF, a ofensiva também tem como alvo pessoas ligadas a Luiz Phillipi Mourão, apontado pelos investigadores como sicário de Daniel Vorcaro. Henrique Vorcaro foi levado para a sede da PF em Belo Horizonte, onde deve prestar depoimento. Ao todo, a operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além do bloqueio e sequestro de bens dos investigados.

A PF informou que a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada das funções, enquanto o agente federal Francisco José Pereira da Silva, marido dela, foi preso. Os dois atuam no Rio de Janeiro e são suspeitos de repassar informações sigilosas para Daniel Vorcaro, com suspeitas de uso irregular de sistemas restritos das forças de segurança para consultar informações sobre investigações em andamento. O Ministério Público Federal (MPF) teria sido alvo de pelo menos três ataques entre 2024 e 2025.

De acordo com os investigadores, Henrique Vorcaro seria responsável por solicitar serviços e fazer pagamentos a integrantes de grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, apontados como núcleos usados para vigilância, ameaças e invasões de celulares e computadores.

Além de Henrique Vorcaro, Valéria e Francisco, também são investigados David Henrique Alves, Victor Lima Sedlmaier, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, Manoel Mendes Rodrigues, Anderson Wander Da Silva Lima, Sebastião Monteiro Júnior, Erlene Nonato Lacerda, Helder Alves De Lima e Katherine Venâncio Telles. Os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.