Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Taxa das blusinhas pode acabar após rejeição de 62% dos brasileiros

Governo avalia impacto eleitoral e econômico enquanto mercado reage à possível mudança no imposto sobre compras internacionais
Governo avalia acabar com imposto de importação
Governo avalia acabar com imposto de importação - Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

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O governo federal avalia o fim da chamada taxa das blusinhas, imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, após uma pesquisa indicar que 62% dos brasileiros são contra a cobrança. A possível mudança envolve plataformas como Shein, Shopee, Temu e AliExpress e já gera impacto no cenário político e econômico, especialmente em ano eleitoral, com reflexos diretos na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre consumidores de renda mais baixa.

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Além disso, a rejeição à taxa aumentou a pressão dentro do próprio governo para revisar a medida. Inicialmente, o imposto foi criado para regularizar as importações e reduzir a concorrência considerada desigual com o varejo nacional. No entanto, agora, o foco começa a mudar, já que há preocupação em melhorar a percepção do eleitorado. Ao mesmo tempo, setores da indústria e do comércio seguem defendendo a manutenção da cobrança como forma de proteger a produção brasileira.

Nesse contexto, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que uma eventual retirada da taxa teria impacto fiscal limitado. Segundo ela, a arrecadação anual, que gira em torno de R$ 2 bilhões, seria administrável dentro do Orçamento. Ainda assim, a discussão precisa avançar no Congresso Nacional, o que indica que a decisão não depende apenas do Executivo.

Enquanto isso, o mercado já reage a qualquer sinal de mudança. Após a possibilidade de revisão da taxa, ações de varejistas como Lojas Renner e C&A registraram queda superior a 4%, refletindo a preocupação do setor. Isso ocorre porque a redução de impostos tende a aumentar a competitividade das plataformas estrangeiras, o que pode pressionar margens e vendas de empresas brasileiras que atuam no segmento de moda acessível.

Por outro lado, mesmo que o imposto federal seja retirado, o ICMS estadual deve continuar sendo cobrado. Dessa forma, os produtos importados não ficariam totalmente isentos de tributos, o que limita a diferença de preços. Ainda assim, dados recentes mostram que, apesar da taxação, o consumidor brasileiro continua buscando alternativas mais baratas, mantendo o volume de compras internacionais em patamares elevados.