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A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de habeas corpus e manteve preso Renê Júnior, acusado de matar o gari Laudermir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (09/04). Renê responde por homicídio triplamente qualificado, além de porte ilegal de arma de fogo e fraude processual. Este foi o primeiro pedido de liberdade apresentado pela defesa, que também acabou rejeitado.
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No recurso, os advogados pediram a anulação da prisão preventiva, a expedição de alvará de soltura e a substituição da prisão por medidas cautelares. Além disso, argumentaram que a decisão que mantém Renê preso teria “fundamentação genérica”. A defesa também destacou que ele é réu primário, tem residência fixa e bons antecedentes, pontos que, segundo os advogados, justificariam a liberdade.
No entanto, o relator do caso, desembargador Maurício Pinto Ferreira, entendeu que a gravidade do crime e a repercussão do caso justificam a manutenção da prisão. Segundo ele, as condições pessoais apresentadas pela defesa não são suficientes para revogar a medida. Os desembargadores Henrique Abi-Ackel Torres e Âmalin Aziz Sant’Ana acompanharam integralmente o voto.
O crime aconteceu na manhã de 11 de agosto de 2025, na rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com testemunhas, o desentendimento começou porque um caminhão de lixo estava parado durante a coleta. Renê Júnior teria se irritado, ameaçado a motorista com uma arma e, em seguida, disparado contra os garis que tentaram intervir. Laudermir, que não participava da discussão, foi atingido.
A investigação também apontou que a arma usada no crime está registrada em nome da delegada Ana Paula Balbino, esposa de Renê e integrante da Polícia Civil de Minas Gerais. Ele afirmou que pegou a pistola sem o consentimento da companheira, porém a apuração indicou que era comum ela deixar a arma com ele. Renê foi indiciado por homicídio qualificado, ameaça e porte ilegal de arma, enquanto a delegada também foi indiciada e é investigada pela Corregedoria. Ela está afastada do cargo por 60 dias desde 13 de agosto, conforme publicação no Diário Oficial, sem detalhamento do motivo.







