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A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pela defesa do banqueiro mineiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo as investigações da Operação Compliance, a apuração sobre Vorcaro envolve suspeitas de fraudes financeiras, organização criminosa, corrupção, ameaças, intimidação e ataques digitais. Mesmo com a negativa da PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda pode continuar analisando o acordo.
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De acordo com as investigações, mais de oito celulares de Daniel Vorcaro foram apreendidos desde o início da operação. A perícia feita em parte dos aparelhos apontou indícios de crimes que vão além das fraudes no sistema financeiro. Os investigadores também encontraram elementos ligados a milícia, corrupção e invasão de dispositivos eletrônicos pessoais.
A proposta de delação apresentada pela defesa do banqueiro teria sido rejeitada porque, na avaliação da Polícia Federal, trouxe poucas informações novas em relação ao que já havia sido descoberto ao longo da investigação. O caso segue sob análise das autoridades responsáveis.
Na segunda-feira (18), Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum na superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do processo que investiga fraudes financeiras, ameaças, intimidação e invasão de aparelhos eletrônicos.
Antes da transferência, Vorcaro estava em uma sala de estado-maior na unidade da PF desde março. O espaço permitia encontros mais livres com advogados responsáveis pela negociação do acordo de delação. Com a mudança para a cela comum, as visitas de familiares e advogados passaram a ter regras mais restritas.







