Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Prisão de Rodrigo Bacellar é mantida em audiência de custódia neste sábado

Deputado é detido novamente após suspeita de repassar informações sigilosas e interferir em investigação sobre ligação com suspeito do Comando Vermelho
Foto: Thiago Lontra/ Alerj

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A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (27/03), o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A ação ocorreu em Teresópolis, na Região Serrana, durante a terceira fase da Operação Unha e Carne. O deputado teve a prisão mantida neste sábado (28) em uma audiência de custódia. A audiência on-line foi feita no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, para onde Bacellar foi levado também neste sábado. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão na casa do parlamentar. Ele é investigado por vazamento de informações sigilosas, o que, segundo a apuração, teria atrapalhado uma investigação em andamento.

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De acordo com a PF, o caso está ligado à Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025. Na ocasião, houve suspeita de que informações confidenciais foram compartilhadas de forma indevida, o que teria contribuído para a obstrução da investigação. Vale lembrar que Bacellar já havia sido preso em dezembro, no contexto de apurações envolvendo grupos criminosos.

As investigações apontam que Bacellar mantinha contato direto com Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, que foi preso em setembro sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de suposta ligação com o Comando Vermelho. Segundo a Polícia Federal, Bacellar aparecia como o primeiro contato em uma lista de “comunicação urgente” do investigado e era identificado pelo codinome “01”.

Ainda conforme os investigadores, no dia da operação que levou à prisão de TH Joias, houve troca de mensagens consideradas sensíveis. Entre elas, o envio de uma imagem que mostraria a atuação da Polícia Federal em um imóvel alvo de buscas, além do compartilhamento do telefone da advogada do investigado. Esses elementos reforçam a suspeita de que houve interferência no trabalho policial.

A ação faz parte de um conjunto de medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, dentro do julgamento da ADPF 635, que prevê, entre outras ações, o aprofundamento de investigações sobre a atuação de grupos criminosos no Rio de Janeiro e possíveis conexões com agentes públicos.