Belo Horizonte, 16 de junho de 2026

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Menino de 11 anos morre após comer bolo que estava em sua mochila

Exame encontrou substâncias associadas ao chumbinho no corpo da criança e polícia investiga como o veneno chegou ao bolo consumido
Menino morre após comer bolo que estava em sua mochila
Menino morre após comer bolo que estava em sua mochila - Foto: Reprodução

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A morte de Arthur de Melo da Silva, de 11 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após exames apontarem a presença de substâncias associadas ao chamado chumbinho em seu organismo. O menino passou mal depois de comer um bolo de chocolate que estava em sua mochila e morreu após sofrer duas paradas cardíacas. O caso aconteceu na Baixada Fluminense e ainda não tem suspeitos definidos.

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O exame toxicológico realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML) identificou a presença de terbufós-sulfóxido, composto relacionado ao chumbinho, além de lidocaína e midazolam. Segundo a Polícia Civil, os resultados serão analisados junto com os demais elementos reunidos durante a investigação para esclarecer como ocorreu o envenenamento e quem pode estar envolvido no caso.

No dia 1º de junho, Arthur saiu da escola e seguiu sozinho para a casa do pai, em São João de Meriti. Imagens de segurança registraram o momento em que ele chegou ao local no início da noite, usando uniforme e carregando a mochila. De acordo com a madrasta, Érica, havia um bolo de chocolate dentro da bolsa, junto com roupas usadas durante o fim de semana. “Aí quando chegou embaixo eu peguei essa bolsa de roupa, tinha esse bolo enrolado, como se fosse um embrulho, um rocambole, que não era… como é que se fala? Não era papel, era plástico. Aí ele falou assim: ‘É da minha mãe. A mãe que botou na mochila’.”

Após o jantar, Arthur comeu o bolo e relatou que estava sentindo tontura. Pouco tempo depois, seu estado de saúde piorou. Segundo a família, ele apresentou sintomas como diarreia, náuseas e tontura, quadro que evoluiu para convulsão e parada cardíaca. O menino foi socorrido já desacordado e levado para o Hospital Estadual Doutor Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, onde precisou ser intubado.

Duas semanas após ser internado, Arthur sofreu uma nova parada cardíaca e não resistiu. Durante as investigações, surgiram relatos de conflitos familiares e preocupações relacionadas ao ambiente escolar. O pai afirmou que ouviu do filho que o padrasto teria ameaçado deixar a casa caso ele continuasse morando com a mãe. Já a mãe confirmou que essa conversa existiu, mas afirmou que não havia bolo de chocolate na comemoração familiar realizada no fim de semana anterior. A Secretaria Estadual de Educação informou que acompanha o caso e presta suporte à família e às autoridades.