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O candidato do PL ao governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe, afirmou nesta segunda-feira (14/09), durante entrevista ao MG1, da TV Globo Minas, que pretende cancelar cerca de mil normas e burocracias nos primeiros 15 dias de governo caso seja eleito. Roscoe também defendeu a criação de creches regionais com transporte escolar para bebês, o uso de tecnologia na educação e na segurança pública, com a instalação de 200 mil câmeras com reconhecimento facial, além do voto impresso nas eleições. O candidato foi o primeiro a participar da série de entrevistas do MG1 com os nomes mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Instituto Datafolha em 11 de setembro, abrindo a rodada de entrevistas da emissora com os candidatos que lideram a disputa pelo governo de Minas.
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Ao falar sobre corrupção e gestão pública, Roscoe afirmou que pretende adotar critérios objetivos para as decisões do governo e disse que a subjetividade abre espaço para irregularidades. “Quando se torna todos os critérios objetivos, [isso] impede a interpretação e fecha a porta da corrupção”, afirmou. Sobre as investigações envolvendo o Banco Master, políticos e integrantes do Poder Judiciário, o candidato disse que sempre esteve do “lado certo”, “apontando os problemas e não encobrindo os problemas”. Roscoe também negou que sua candidatura tenha surgido como uma alternativa de última hora ou um “plano B” do PL de Flávio Bolsonaro. “Isso é natural do jogo político. Rearranjos e conversas partidárias fazem parte da dinâmica política nacional, pois as alianças podem a todo momento mudar todo”, completou o candidato. Questionado sobre a falta de experiência na administração pública direta, ele citou os oito anos à frente do Sistema Sesi/Senai e afirmou que a dinâmica da instituição é semelhante à de uma administração estadual. Roscoe destacou que a entidade é fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e citou o reequilíbrio das contas como exemplo de gestão. Ele também afirmou que governará para toda a população e relacionou o desempenho da indústria à qualidade dos serviços públicos. “Se a sociedade vai mal, a indústria desse lugar vai mal. Você tem problema de segurança pública, vai afetar a indústria. Você tem problema de saúde dos funcionários, vai afetar a indústria”, ressaltou o candidato.
Sobre a dívida pública de Minas Gerais, Flávio Roscoe afirmou que o estado deve pagar o débito a partir do crescimento da atividade econômica. Para acelerar esse processo, disse que pretende reduzir as barreiras enfrentadas por empresas e cidadãos e emitir decretos para cancelar cerca de mil normas e burocracias que “não são eficientes”. “Nós temos que dinamizar a atividade econômica. É a única solução. E como é que nós vamos fazer isso? Tirar a burocracia de cima do cidadão mineiro”, afirmou. Na educação, o candidato defendeu a modernização dos sistemas e criticou o modelo atual das escolas estaduais por considerar que elas não acompanham uma geração de alunos que já nasceu em contato com a tecnologia. “A escola está igual ao que era na época do meu avô. […] As escolas têm que ser mais atrativas para a criança, para ela ter mais interesse no estudo”, afirmou. Roscoe também relacionou o combate ao feminicídio à educação, afirmando que a formação dos meninos pode ajudar a prevenir a violência contra as mulheres. “Homem bem educado não violenta mulher”, disse Flávio. Segundo ele, crimes devem ser combatidos com prevenção e a prevenção começa na educação, enquanto a sensação de impunidade também contribui para que criminosos cometam delitos.
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Na área de segurança pública, Roscoe defendeu o uso de inteligência e tecnologia para ampliar a prevenção e o combate aos crimes. A proposta apresentada por ele prevê a instalação de 200 mil câmeras com reconhecimento facial nos principais pontos de Minas Gerais, com o objetivo de restringir a circulação de pessoas com mandados de prisão em aberto. Ao ser questionado sobre os índices de feminicídio no estado, que ocupa a segunda posição nacional segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, e sobre a existência de 70 delegacias especializadas para atender os 853 municípios mineiros, o candidato afirmou que o governo precisará adotar medidas imediatas. “Nós vamos fazer o paliativo, que são ações imediatas de combate a violência e vamos multiplicar os recursos do Estado com tecnologia, mas é preciso que esse combate comece ainda na educação de meninos, de maneira adequada para daqui a 15 anos você ter resultados consistentes”, completou o candidato.
Roscoe também foi questionado sobre a proposta de criar creches regionais e oferecer transporte escolar para bebês. Ele afirmou que a medida seria uma alternativa viável e mais econômica para famílias que atualmente não encontram atendimento. “É melhor do que não ter a creche, né? Que é o que acontece hoje. É opcional, ninguém é obrigado a colocar a criança lá. Então, ele [o pai ou a mãe da criança] vai exercer a opção. Ele pode ficar tomando conta ou colocar”, afirmou. O candidato disse que a proposta daria aos pais uma opção de atendimento e ressaltou que ninguém seria obrigado a utilizar o serviço.
Durante a entrevista, Flávio Roscoe também defendeu a adoção do voto impresso. Questionado se confia nas urnas eletrônicas, o candidato afirmou que a impressão da cédula permitiria uma conferência física e reduziria suspeitas sobre a votação. “Não conheço nenhum ambiente de informática inviolável”. Ele citou ataques cibernéticos sofridos por órgãos públicos como argumento para a adoção do mecanismo. “Eu não sou técnico de informática, né? Sou empresário. Se não tem problema nenhum, qual é o problema de conferir?”, questionou. Ao ser perguntado se a defesa do comprovante impresso poderia abrir margem para contestação do resultado eleitoral, Roscoe negou que esteja questionando a apuração e afirmou que a contagem física das cédulas daria segurança para evitar controvérsias após o fim da votação.







