Belo Horizonte, 8 de outubro de 2026

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Minas registra 110 denúncias de assédio eleitoral no trabalho durante eleição

Casos cresceram às vésperas da eleição e Belo Horizonte concentrou quase metade das denúncias recebidas pelo MPT-MG
Foto: Foto/ Divulgação

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Mais de 100 denúncias de assédio eleitoral no trabalho foram registradas em Minas Gerais durante o primeiro turno das eleições. Até domingo (04/10), o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 110 denúncias no estado. Minas ficou atrás apenas de São Paulo, que teve 158 registros. Em todo o Brasil, foram 991 denúncias recebidas pelo órgão até o fim do primeiro turno.

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O número de casos aumentou nos dias que antecederam a votação. Até sexta-feira (02), último dia útil antes da eleição, Minas tinha 94 denúncias. Somente em setembro, foram 74 registros encaminhados às unidades do MPT-MG. Nos quatro primeiros dias de outubro, outras 21 queixas foram recebidas. Belo Horizonte concentrou a maior parte dos casos, com 50 denúncias, seguida por Uberlândia, com 20.

Além das duas cidades, o MPT registrou 10 denúncias em Divinópolis; sete em Coronel Fabriciano, Patos de Minas e Varginha; duas em Juiz de Fora, Montes Claros, Pouso Alegre e Teófilo Otoni; e uma em Governador Valadares. O assédio eleitoral ocorre quando a relação de trabalho é usada para pressionar, constranger ou tentar influenciar a escolha política dos trabalhadores, violando a liberdade de voto e de consciência.

Durante o primeiro turno, o MPT-MG também entrou com uma ação civil pública contra uma indústria de calçados de Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas, após receber uma denúncia sobre a realização de um ato de campanha dentro da empresa, com participação de candidatos e de uma autoridade política do município. A denúncia foi encaminhada ao MPT no fim de setembro. Com a proximidade das eleições, o órgão pediu à Justiça medidas urgentes para evitar que a situação se repetisse e garantir a liberdade de voto dos trabalhadores.

A Justiça do Trabalho determinou que a empresa proibisse atividades de campanha dentro do ambiente de trabalho, divulgasse orientações sobre o voto livre e secreto e realizasse ações de conscientização. Em Minas, a Polícia Federal também investiga uma possível compra de votos em São João das Missões, onde houve apreensão de R$ 80 mil durante uma operação relacionada ao caso.