Belo Horizonte, 4 de outubro de 2026

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Edson Fachin pede à PF relatório integral sobre ministros no caso Master

Presidente do STF quer acesso a todas as informações da investigação e afirma que nenhum fato ou pessoa deve ficar de fora
Foto: GUSTAVO MORENO/ STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu à Polícia Federal (PF) o envio integral das informações sobre o caso Master que envolvam ministros da Corte. O ofício foi encaminhado nesta sexta-feira (02/10) ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, com a solicitação de que nenhum fato ou pessoa relacionada às apurações fique de fora do material.

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Fachin afirmou que pretende receber todas as informações sobre eventual envolvimento de integrantes do STF nas investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo o documento, somente após ter acesso ao conjunto completo de dados o presidente da Corte poderá avaliar quais providências devem ser adotadas.

O pedido ocorreu depois que a Polícia Federal solicitou uma reunião para tratar de informações encontradas durante as investigações e relacionadas a integrantes do Supremo. Fachin confirmou a audiência e ressaltou que PF e Ministério Público são instituições de Estado, e não de governo. Para ele, as apurações devem seguir o devido processo legal e preservar a autonomia da PF, do Ministério Público e do próprio STF.

O ministro também defendeu que a investigação alcance todas as situações e pessoas envolvidas e que haja coordenação entre Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário, respeitando as competências de cada instituição. O acesso integral aos dados, segundo Fachin, será necessário para definir os encaminhamentos cabíveis dentro das regras de competência e do procedimento legal.

O pedido acontece em meio a divergências no STF sobre o acesso e a divulgação de informações do caso Master. A discussão aumentou depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF com mensagens e conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Moraes questionou a divulgação do conteúdo, enquanto outros ministros defenderam acesso à totalidade dos dados extraídos do aparelho. Nesse cenário, Fachin passou a concentrar procedimentos relacionados ao caso e suspendeu decisões conflitantes sobre a atuação da cúpula da PF.