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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) decidiu nesta sexta-feira (25/09) manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente do caso Banco Master. A votação terminou em 5 a 0 pela permanência de Gonet nos processos relacionados ao banco e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Ao mesmo tempo, o colegiado ficou dividido sobre a possibilidade de designar um subprocurador-geral para fazer uma apuração preliminar sobre fatos relacionados à atuação de Gonet. Nesse ponto, houve empate em 2 a 2. Janice Ascari e Samantha Chantal Dobrowolski votaram pela designação, enquanto o relator, Francisco Sanseverino, e Celso de Albuquerque Silva foram contra.
Janice Ascari afirmou que os elementos disponíveis ainda não justificam a abertura imediata de uma investigação criminal contra Gonet. Para ela, antes de uma decisão definitiva, é necessário esclarecer pontos como as tratativas envolvendo uma possível participação de Pedro Gonet, filho do procurador-geral, em um evento em Londres patrocinado pelo Banco Master, além do conteúdo de uma ligação entre Gonet e Daniel Vorcaro.
O relator Francisco Sanseverino adotou entendimento diferente e votou contra a designação de um subprocurador-geral. Segundo ele, os documentos apresentados não trazem elementos mínimos de autoria e materialidade de crime atribuível a Gonet. Sanseverino também destacou que o material da Polícia Federal não registra mensagens diretas entre Gonet e Vorcaro, com as referências ao procurador-geral aparecendo principalmente em conversas entre o ex-banqueiro e o advogado Ciro Soares, que teria intermediado os contatos.
Sanseverino também considerou que não há comprovação da alegada amizade íntima entre Gonet e Vorcaro e afirmou que as mensagens não podem ser analisadas “de forma isolada ou descontextualizada”.







