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O Partido Democrata conquistou a maioria da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos nas eleições legislativas de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira (03/11). O resultado, confirmado na madrugada desta quarta-feira (04), representa uma derrota expressiva para o presidente Donald Trump, que passa a enfrentar um Congresso controlado pelo partido adversário.
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Na Câmara, os democratas alcançaram 228 cadeiras até as 7h30 de hoje, 19 a mais do que na composição anterior. Os republicanos somavam 139 assentos, enquanto outras 68 vagas ainda aguardavam definição. As projeções apontam que o desempenho democrata pode ser o melhor desde 2008, quando o partido conquistou 257 cadeiras durante a eleição que levou Barack Obama à Presidência.
Já no Senado, os democratas chegaram a 54 das 100 cadeiras, sete a mais do que na eleição anterior. A legenda precisava conquistar quatro vagas para assumir o controle da Casa e conseguiu avançar sobre estados tradicionalmente republicanos. Duas disputas ainda estavam em aberto, no Alasca e no Kansas. O partido também teve vantagem nas eleições para governos estaduais, com cinco vitórias sobre candidatos republicanos. A nova composição aponta 28 governadores democratas e 20 republicanos, além de duas vagas ainda indefinidas.
Uma das maiores mudanças ocorreu no Texas, onde os republicanos perderam o controle do Senado estadual e uma disputa pelo governo, encerrando um longo período de domínio político. James Talarico, de 37 anos, derrotou o republicano Ken Paxton. Já a candidata democrata Gina Hinojosa venceu Greg Abbott, que tentava a reeleição. O resultado reforçou o avanço democrata em regiões que historicamente apresentavam forte apoio ao Partido Republicano.
Após a confirmação da vitória democrata nas duas Casas do Congresso, Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal americano The New York Times, que está disposto a governar em parceria com os adversários políticos. “Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou. O presidente também sinalizou abertura para negociações com a oposição: “Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, declarou.







