Belo Horizonte, 4 de novembro de 2026

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Denúncias de tortura contra militares provocam revolta em instalação da Guarda Nacional na Ucrânia

Vídeos sobre supostos 40 soldados mantidos em uma residência nos arredores de Kiev mobilizaram familiares, deixaram quatro militares feridos e colocaram autoridades sob pressão
Foto: AP Photo

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Uma mobilização de moradores e familiares de militares provocou tumulto em Petropavlivska Borshchahivka, nos arredores de Kiev, na Ucrânia, na segunda-feira (02/11), após denúncias de tortura e detenções irregulares de soldados em uma instalação utilizada pela Guarda Nacional ucraniana. Publicações nas redes sociais apontavam que cerca de 40 militares estariam sendo mantidos contra a vontade em uma residência particular, onde sofreriam agressões físicas e seriam impedidos de receber atendimento médico. O caso mobilizou autoridades militares e policiais, que iniciaram uma investigação.

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Segundo o 1º Corpo da Guarda Nacional da Ucrânia, conhecido como Azov, o imóvel funcionava como ponto temporário de permanência da Unidade Militar 3121. No local, estavam militares mobilizados que aguardavam a designação para unidades de serviço, além de soldados detidos após desertarem de suas formações. A divulgação das denúncias levou familiares e outros moradores a se reunirem nas proximidades da instalação para exigir explicações e a liberação dos militares. Após a recusa do pedido, manifestantes bloquearam o acesso à área e tentaram entrar no complexo.

O comandante da Guarda Nacional, major-general Oleksandr Pivnenko, foi pessoalmente ao local e acompanhou familiares de alguns militares durante uma visita às instalações, apresentando as condições em que os soldados estavam alojados. O comando também confirmou que quatro militares apresentavam ferimentos e foram encaminhados a um hospital para avaliação. Durante a ocorrência, um adolescente de 14 anos foi retirado do imóvel. O chefe do Gabinete Presidencial, Kyrylo Budanov, conversou com o jovem, entrou em contato com sua irmã e organizou sua saída para que familiares pudessem buscá-lo.

As denúncias de tortura, agressões e retenção ilegal ainda estão sendo apuradas. A polícia negou informações sobre mortes e detenções ilegais, enquanto a Guarda Nacional afirmou que acompanha a investigação em conjunto com os órgãos de segurança. Budanov também prometeu esclarecer o ocorrido. O comando militar declarou que, caso seja comprovado o uso ilegal de violência dentro da instalação, os responsáveis serão punidos, e condenou possíveis abusos contra integrantes da própria corporação.

Apesar da gravidade das denúncias, informações divulgadas nas redes sociais também ampliaram o alcance do episódio com alegações ainda não confirmadas, incluindo relatos de tortura sistemática e de uma suposta tomada de reféns. O caso passou a ser explorado por perfis alinhados a narrativas pró-Rússia, que apresentaram o episódio como sinal de uma possível revolta contra o governo de Volodymyr Zelensky. As autoridades ucranianas, por sua vez, pediram que a população não interfira nas atividades das unidades militares e aguarde os resultados das investigações.