Belo Horizonte, 25 de outubro de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Justiça manda Romeu Zema depor por uso de celular na cabine de votação

Juiz dá prazo de dez dias para ouvir o presidenciável e os mesários sobre possível violação do sigilo do voto no primeiro turno das eleições
Foto: Reprodução

Ouça este conteúdo

0:00

O ex-governador de Minas Gerais e presidenciável Romeu Zema (Novo) deverá prestar depoimento à Polícia Civil para explicar por que entrou com um celular na cabine de votação durante o primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. A determinação foi feita pelo juiz da 17ª Zona Eleitoral de Araxá, Dimas Ramon Esper, que também ordenou o depoimento dos mesários responsáveis pela seção eleitoral onde Zema votou, em sua cidade natal, no Alto Paranaíba.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

A Justiça quer esclarecer se o político foi orientado a deixar o aparelho fora da cabine, se a tela do celular foi registrada e se a câmera estava ligada durante a votação. O objetivo é reunir informações sobre o ocorrido e apurar uma possível violação do sigilo do voto, já que a legislação eleitoral proíbe a entrada de celulares e outros dispositivos na cabine.

O juiz estabeleceu o prazo de dez dias para a conclusão das diligências. A urgência foi justificada pela possibilidade de Zema estar em Araxá durante o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

Leia mais: PF investiga Flávio Bolsonaro e advogado por suspeita de lavagem de dinheiro

Após votar no primeiro turno, o ex-governador afirmou que levou o celular para a cabine porque não foi alertado pelos mesários. Ele também declarou que não tirou fotos durante a votação. A ocorrência passou a ser investigada como possível crime de violação do sigilo do voto, e o procedimento foi reclassificado de “Petição Criminal” para “Notícia Crime”, utilizada para comunicar fatos que podem configurar infração penal e precisam ser apurados.

Quatro dias depois do primeiro turno, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) encaminhou o processo para Araxá, onde ocorreu o episódio. A decisão considerou que Zema não ocupa mais o cargo de governador e não possui foro especial, permitindo que o caso seja analisado pela Justiça Eleitoral do município. O despacho foi assinado pelo desembargador federal Lincoln Rodrigues de Faria.