Belo Horizonte, 23 de outubro de 2026

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SUS passa a oferecer nove novos medicamentos contra o câncer

Remédios de alto custo atendem 13 indicações e podem beneficiar mais de 116 mil pessoas; distribuição começa em 20 centros especializados no Brasil
Foto: Reprodução/ magnific

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O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a disponibilizar nove novos medicamentos de alto custo para o tratamento de diferentes tipos de câncer. Segundo o Ministério da Saúde, os remédios atendem a 13 indicações terapêuticas e contemplam pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, tireoide e diferentes tipos de linfoma, entre outras doenças.

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Parte desses medicamentos já havia sido incorporada ao SUS, mas ainda não era oferecida efetivamente nos serviços públicos de saúde. Alguns tratamentos eram aguardados há mais de dez anos. Nesta primeira etapa, a distribuição ocorre em 20 centros especializados, localizados em 17 estados e no Distrito Federal, com previsão de expansão para toda a rede até o fim do ano.

A expectativa do governo federal é beneficiar mais de 116 mil pessoas. Os medicamentos atuam de maneiras diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e as características de cada paciente. Até o final do ano, a previsão é disponibilizar 23 novos fármacos, ampliando em 35% as opções de tratamento contra o câncer na rede pública.

Entre os medicamentos incluídos estão o trastuzumabe, indicado para determinados casos de câncer de estômago; o abemaciclibe, utilizado no tratamento do câncer de mama; a abiraterona, destinada a pacientes com câncer de próstata; e o gefitinibe, voltado ao câncer de pulmão de não pequenas células. A lista também inclui tratamentos para câncer de rim, tireoide, tumores neuroendócrinos e diferentes tipos de linfoma e leucemia.

Outra medida anunciada pelo Ministério da Saúde é o início do rastreamento do câncer de intestino no SUS. Para isso, serão distribuídos 400 mil testes capazes de detectar vestígios de sangue nas fezes, um dos sinais que podem indicar a doença. O exame será oferecido a homens e mulheres entre 50 e 75 anos, mesmo sem sintomas, para identificar casos que precisam de investigação médica mais detalhada.